Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Criança levada pelos pais para Unidade de Pronto Atendimento com queixa de dor na região testicular direita ao exame físico hiperemiado, doloroso a palpação aumentada de volume. Qual dos seguintes exames ajudaria no diagnóstico.
Dor testicular aguda + hiperemia + aumento de volume em criança → USG Doppler urgente para excluir torção testicular.
Em um quadro de escroto agudo em criança, a principal preocupação é a torção testicular, uma emergência urológica que exige diagnóstico rápido para preservar a viabilidade do testículo. A ultrassonografia com Doppler é o exame de escolha, pois avalia o fluxo sanguíneo testicular, diferenciando torção (ausência de fluxo) de outras causas como orquiepididimite (aumento de fluxo).
A dor testicular aguda em crianças é uma emergência urológica que exige avaliação imediata e precisa, pois a principal preocupação é a torção testicular. Esta condição ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo e podendo levar à isquemia e necrose. Outros diagnósticos diferenciais importantes incluem orquiepididimite, torção de apêndice testicular (hidátide de Morgagni) e hérnia inguinal encarcerada. O quadro clínico de torção testicular tipicamente envolve dor súbita e intensa, unilateral, que pode irradiar para a região inguinal ou abdominal, acompanhada de edema, hiperemia e elevação do testículo afetado. Náuseas e vômitos são comuns. O reflexo cremastérico geralmente está ausente no lado afetado. A orquiepididimite, por outro lado, costuma ter início mais insidioso, febre e disúria, com reflexo cremastérico preservado. A ultrassonografia com Doppler é o exame complementar de escolha e deve ser realizada com urgência. Ela permite avaliar a morfologia testicular e, mais importante, o fluxo sanguíneo. Na torção, observa-se ausência ou diminuição acentuada do fluxo no testículo afetado, enquanto na orquiepididimite há aumento do fluxo. O diagnóstico e a intervenção cirúrgica precoce (idealmente em até 6 horas do início dos sintomas) são cruciais para a preservação da viabilidade testicular.
Os principais diferenciais incluem torção testicular (a mais urgente), orquiepididimite, torção de apêndice testicular (hidátide de Morgagni), trauma testicular e hérnia inguinal encarcerada.
A ultrassonografia com Doppler é o exame de escolha porque permite visualizar a anatomia testicular e, crucialmente, avaliar o fluxo sanguíneo nos testículos. A ausência ou redução significativa do fluxo é altamente sugestiva de torção testicular, enquanto o aumento do fluxo pode indicar orquiepididimite.
O diagnóstico rápido é vital na torção testicular porque a viabilidade do testículo é tempo-dependente. A isquemia prolongada (geralmente > 6 horas) pode levar à necrose testicular, exigindo orquiectomia. A intervenção cirúrgica precoce aumenta as chances de salvamento do testículo.
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