UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Homem, 40 anos, vem a um serviço de pronto atendimento com queixa de dor no testículo direito, de início insidioso, com progressão há um dia, associada à disúria. Exame físico: hiperemia da bolsa escrotal, dor à palpação do testículo e endurecimento do epidídimo. Reflexo cremasterico presente. Com relação ao manejo do escroto agudo em cirurgia, assinale a alternativa incorreta.
Escroto agudo: reflexo cremastérico ausente + Prehn negativo → alta suspeita de torção. Reflexo presente + Prehn positivo → sugere epididimite.
O sinal de Prehn é um elemento chave no diagnóstico diferencial do escroto agudo. A melhora da dor com a elevação do testículo (Prehn positivo) sugere um processo inflamatório como a orquiepididimite, enquanto a ausência de melhora ou piora da dor (Prehn negativo) é característica da torção testicular.
O escroto agudo é uma síndrome caracterizada por dor, edema e/ou eritema de início agudo na bolsa escrotal, representando uma emergência urológica. O principal objetivo do atendimento inicial é diferenciar a torção do cordão espermático (torção testicular) de outras causas, como a orquiepididimite, pois a torção requer intervenção cirúrgica imediata para salvar o testículo. O diagnóstico diferencial é primariamente clínico. Na torção testicular, a dor é súbita e intensa, o testículo pode estar elevado e horizontalizado (sinal de Angel), e o reflexo cremastérico está quase sempre ausente. O sinal de Prehn (elevação do escroto) é negativo, ou seja, não alivia a dor. Na orquiepididimite, o início é mais gradual, pode haver febre e sintomas urinários, o reflexo cremastérico está presente e o sinal de Prehn é positivo (alivia a dor). Em caso de dúvida diagnóstica, o ultrassom com Doppler colorido do escroto pode ser útil, demonstrando ausência de fluxo sanguíneo no testículo torcido. Contudo, se a suspeita clínica de torção for alta, a exploração cirúrgica não deve ser retardada pela realização de exames de imagem. O tratamento da torção consiste na distorção manual (se possível) seguida de exploração cirúrgica com orquidopexia (fixação) do testículo afetado e, profilaticamente, do contralateral.
A ausência do reflexo cremastérico é o sinal clínico com maior sensibilidade para torção testicular (próximo de 100%). Sua presença torna o diagnóstico de torção menos provável, embora não o exclua completamente, especialmente em neonatos ou após manipulação.
A suspeita de torção testicular é uma emergência cirúrgica. A conduta é a exploração cirúrgica imediata. O tempo é crucial ('tempo é testículo'), e a viabilidade testicular diminui drasticamente após 6 horas do início dos sintomas. Não se deve aguardar exames de imagem se a suspeita clínica for alta.
A dor da torção testicular é tipicamente de início súbito, muito intensa e pode estar associada a náuseas e vômitos. A dor da orquiepididimite geralmente tem um início mais insidioso e pode estar associada a sintomas urinários, como disúria e febre.
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