UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Escolar de 9 anos foi picado por um escorpião quando brincava no jardim de sua casa, há cerca de duas horas. A mãe disse que a criança apresentava choro contínuo desde o momento do acidente. Ao exame: agitação psicomotora, choroso, FC 161 bpm, FR 28 irm. Foi observado um ponto único de picada no pé direito. Que conduta deve ser tomada, nesse caso?
Picada de escorpião em criança com dor local e sintomas sistêmicos leves (taquicardia, agitação) → analgesia local/sistêmica + observação 2-4h para reavaliar soroterapia.
A picada de escorpião em crianças é mais grave devido à menor massa corporal e maior sensibilidade ao veneno. Este caso apresenta sintomas sistêmicos leves (taquicardia, agitação, choro contínuo), indicando um quadro moderado. A conduta inicial inclui analgesia local e sistêmica, e observação rigorosa por 2-4 horas para monitorar a progressão dos sintomas e decidir sobre a necessidade de soroterapia específica.
O escorpionismo pediátrico é uma condição de saúde pública relevante no Brasil, com maior gravidade em crianças devido à menor massa corporal e maior sensibilidade ao veneno neurotóxico. Os escorpiões do gênero Tityus são os mais importantes clinicamente. A rápida absorção do veneno pode levar a manifestações sistêmicas que variam de leves a graves, com risco de vida. A fisiopatologia envolve a ação de neurotoxinas que atuam nos canais de sódio e potássio, levando à liberação de neurotransmissores como acetilcolina e catecolaminas, resultando em disfunção autonômica. O diagnóstico é clínico, baseado na história de picada e nos sintomas. A classificação da gravidade (leve, moderada, grave) guia a conduta. O tratamento é sintomático e de suporte. Para casos leves, analgesia e observação são suficientes. Em casos moderados e graves, especialmente em crianças, a soroterapia específica com soro antiescorpiônico é crucial. A observação em ambiente hospitalar por 2-4 horas é fundamental para monitorar a evolução e decidir sobre a necessidade de soro, pois a deterioração pode ser rápida.
Sinais de gravidade incluem vômitos frequentes, sudorese intensa, sialorreia, bradicardia ou taquicardia grave, arritmias, hipotensão ou hipertensão, choque, edema pulmonar e convulsões.
O soro antiescorpiônico é indicado para casos moderados (sintomas sistêmicos leves a moderados) e graves (sintomas sistêmicos graves, como choque ou edema pulmonar), especialmente em crianças, devido ao risco de rápida deterioração.
A conduta inicial para dor local inclui a aplicação de compressas mornas, analgesia com analgésicos comuns (paracetamol, dipirona) e, se necessário, anestésicos locais sem vasoconstritor na região da picada.
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