SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Uma criança de 03 anos é levada a UPA pela mãe referindo ter sido picada por um escorpião-amarelo há 20 minutos, com um episódio de vômito. Ao exame físico refere dor e hiperemia no local da picada.Diante do quadro acima qual a conduta correta.
Escorpionismo em criança com vômito → quadro moderado/grave → soro antiescorpiônico em hospital referência.
Em crianças, mesmo sintomas aparentemente leves como vômito após picada de escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) já indicam um quadro moderado ou grave devido à maior sensibilidade e menor massa corporal. A conduta correta é o encaminhamento imediato para um hospital de referência para avaliação e possível administração do soro antiescorpiônico.
O escorpionismo pediátrico, especialmente por Tityus serrulatus (escorpião-amarelo), é uma emergência médica devido à maior suscetibilidade das crianças aos efeitos do veneno. A toxicidade é inversamente proporcional à idade e peso, tornando crianças mais vulneráveis a quadros graves com doses menores de veneno. A rápida absorção e distribuição do veneno podem levar a disfunções autonômicas e sistêmicas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de picada e nos sintomas. A classificação da gravidade é essencial para a conduta: leve (dor local), moderado (sintomas sistêmicos como vômitos, sudorese, taquicardia) e grave (choque, edema pulmonar, arritmias). Em crianças, a presença de vômitos já classifica o caso como moderado, exigindo atenção e intervenção. O tratamento envolve medidas de suporte e, nos casos moderados a graves, a administração do soro antiescorpiônico. O encaminhamento imediato para um hospital de referência é fundamental, pois o soro deve ser aplicado em ambiente hospitalar com monitorização e disponibilidade de recursos para manejo de possíveis reações adversas. A observação prolongada é necessária para monitorar a evolução clínica.
Sinais de gravidade em crianças incluem vômitos, sudorese intensa, taquicardia, hipertensão, hipotensão, choque, arritmias, insuficiência respiratória e alterações neurológicas.
O soro antiescorpiônico é indicado para casos moderados (sintomas sistêmicos como vômitos, sudorese, taquicardia) e graves (choque, edema pulmonar, arritmias, convulsões).
O encaminhamento rápido é crucial para garantir a avaliação por equipe especializada, monitoramento intensivo e administração precoce do soro antiescorpiônico, que é mais eficaz quando dado nas primeiras horas.
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