SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
No Brasil, os escorpiões de importância em saúde pública são as seguintes espécies do gênero Tityus, EXCETO:
Tityus serrulatus (amarelo) = principal espécie de importância médica no Brasil.
As espécies T. serrulatus, T. bahiensis, T. stigmurus e T. obscurus são as principais causadoras de acidentes graves no Brasil; T. raquelae não possui relevância epidemiológica.
O escorpionismo é um problema de saúde pública crescente no Brasil, com milhares de notificações anuais. O gênero Tityus concentra as espécies de maior interesse clínico devido à ação neurotóxica de seu veneno, que atua nos canais de sódio, promovendo a liberação maciça de catecolaminas e acetilcolina. Isso pode levar a manifestações autonômicas graves, como arritmias, insuficiência cardíaca aguda e alterações respiratórias. A identificação das espécies é crucial para o entendimento epidemiológico, embora o tratamento clínico e a indicação de soroterapia baseiem-se predominantemente na gravidade dos sintomas apresentados pelo paciente. O Tityus serrulatus permanece como o principal vilão urbano, mas o conhecimento sobre espécies regionais, como o T. stigmurus no Nordeste e o T. obscurus no Norte, é essencial para o médico que atua nessas localidades, garantindo um manejo rápido e eficaz para evitar desfechos fatais.
O Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo, é considerado a espécie de maior importância médica na América do Sul. Sua periculosidade deve-se à grande toxicidade de seu veneno e à sua capacidade de reprodução por partenogênese (sem necessidade de macho), o que facilita sua rápida dispersão em ambientes urbanos, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, onde causa o maior número de óbitos.
Além do T. serrulatus, destacam-se o Tityus bahiensis (escorpião-marrom), comum no Sul e Sudeste; o Tityus stigmurus, principal espécie causadora de acidentes no Nordeste; e o Tityus obscurus (escorpião-preto da Amazônia), responsável por acidentes graves com manifestações neurológicas e mioclonias na região Norte. Todas essas espécies exigem atenção da vigilância em saúde devido ao potencial de gravidade dos envenenamentos.
O manejo inicial foca no controle da dor, geralmente com compressas mornas e infiltração local de anestésico sem vasoconstritor (ex: lidocaína 2%). Em casos moderados e graves, especialmente em crianças, é mandatória a administração do soro antiescorpiônico (SAEsc) em ambiente hospitalar, além do suporte hemodinâmico rigoroso, devido ao risco de edema agudo de pulmão e choque cardiogênico por liberação de catecolaminas.
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