UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Nos últimos anos, observamos um aumento no número de acidentes por escorpião. Acerca destes acidentes, assinale a assertiva INCORRETA:
Acidente escorpiônico grave → manifestações sistêmicas podem ser precoces, não tardias.
As manifestações sistêmicas do escorpionismo, especialmente em casos graves, podem surgir rapidamente após a picada, exigindo atendimento médico imediato e, por vezes, soroterapia específica. A ideia de que são 'sempre tardias' é um erro conceitual.
O escorpionismo é um problema de saúde pública crescente no Brasil, com o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) sendo a espécie de maior relevância clínica. A gravidade do acidente depende de fatores como a espécie do escorpião, a quantidade de veneno inoculada, o local da picada e a idade da vítima, sendo crianças e idosos os mais vulneráveis. As manifestações clínicas variam de leves (dor local, parestesia) a graves (sistêmicas), que podem incluir sudorese profusa, vômitos, taquicardia, hipertensão ou hipotensão, choque e edema pulmonar. É crucial reconhecer que as manifestações sistêmicas podem ser precoces, especialmente em crianças, e não são 'sempre tardias', como afirmado incorretamente na questão. O tratamento é sintomático para casos leves e pode incluir soroterapia antiescorpiônica para casos moderados e graves. O atendimento médico deve ser imediato para avaliação e manejo adequado, visando prevenir complicações graves e potencialmente fatais, como o choque cardiogênico e o edema agudo de pulmão.
Em casos leves, os sintomas são predominantemente locais, como dor intensa no local da picada, inchaço, vermelhidão e parestesia.
A soroterapia é indicada em casos moderados e graves, especialmente quando há manifestações sistêmicas como sudorese profusa, náuseas, vômitos, taquicardia, hipertensão ou hipotensão, e em crianças com qualquer sinal sistêmico.
Crianças menores de 10 anos e idosos são os grupos de maior risco para desenvolver formas graves de escorpionismo, devido à menor massa corporal e maior sensibilidade ao veneno.
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