INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Um adolescente com 13 anos de idade é atendido no pronto-socorro devido à picada de escorpião no dedo indicador esquerdo. Em exame físico, apresenta sinais vitais estáveis, dor intensa, hiperemia e formigamento no local da picada, associados a náuseas, vômitos, sudorese e sialorreia discretos. Além do alívio da dor, a conduta recomendada é
Escorpionismo moderado (dor + sintomas sistêmicos discretos) → soro antiescorpiônico 2-3 ampolas + observação hospitalar.
A picada de escorpião com sintomas sistêmicos discretos (náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia) é classificada como escorpionismo moderado. Nesses casos, além do alívio da dor, o tratamento específico com soro antiescorpiônico é indicado, seguido de observação hospitalar.
O escorpionismo é um agravo de saúde pública relevante no Brasil, principalmente devido à espécie *Tityus serrulatus*, conhecida como escorpião amarelo. A toxicidade do veneno atua no sistema nervoso autônomo, liberando catecolaminas e acetilcolina, o que justifica a ampla gama de sintomas, desde dor local até manifestações sistêmicas graves. A classificação da gravidade é crucial para determinar a conduta terapêutica. O caso clínico descreve um adolescente com dor intensa local e sintomas sistêmicos discretos (náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia), o que o enquadra na classificação de escorpionismo moderado. Nesses casos, a conduta recomendada, além do alívio da dor, é a administração de soro antiescorpiônico (SAE) na dose de 2 a 3 ampolas, seguida de observação hospitalar por 6 a 12 horas para monitorar a evolução e identificar possíveis complicações. É fundamental que os residentes saibam diferenciar os graus de escorpionismo e a indicação correta do SAE. A observação domiciliar é reservada apenas para casos leves (sintomas exclusivamente locais). A dose do soro varia conforme a gravidade, sendo 4 a 6 ampolas para casos graves. O tratamento precoce com SAE pode prevenir a progressão para quadros mais severos, especialmente em crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos sistêmicos do veneno.
A gravidade é classificada em leve (dor local), moderada (dor local + sintomas sistêmicos discretos como náuseas, vômitos, sudorese, taquicardia) e grave (sintomas sistêmicos intensos, choque, edema pulmonar, arritmias).
O soro antiescorpiônico é indicado para casos de escorpionismo moderado (2-3 ampolas) e grave (4-6 ampolas), especialmente em crianças e idosos, devido ao maior risco de complicações.
Além da dor e parestesia local, o escorpionismo moderado apresenta sintomas sistêmicos discretos como náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia, taquicardia, hipertensão ou hipotensão leve.
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