TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma situação clinica frequente em ambientes hospitalares, que, muitas vezes, apresenta dificuldades diagnósticas por apresentar manifestações poucos especificas. Uma das estratégias auxiliares para o diagnóstico de TEP é o uso de escores preditivos como o escore de Wells. Em um paciente com suspeita clínica de TEP, assinale a alternativa que apresenta elementos que associados caracterizam alta probabilidade de TEP.
Wells > 6 ou Sinais TVP (3 pts) + Diagnóstico alternativo menos provável (3 pts) = Alta probabilidade de TEP.
O escore de Wells estratifica o risco de TEP; a combinação de sinais de TVP e a ausência de diagnósticos alternativos mais prováveis confere a maior pontuação possível no escore.
O Escore de Wells é uma ferramenta de decisão clínica fundamental para estimar a probabilidade pré-teste de TEP. Ele utiliza variáveis objetivas (FC, cirurgia recente, hemoptise, neoplasia) e subjetivas (diagnóstico alternativo). A correta aplicação evita o uso excessivo de exames de imagem em pacientes de baixo risco e agiliza o tratamento em casos graves. Na prática hospitalar, a suspeita clínica deve ser sempre fundamentada em escores validados. O Wells permite decidir se o próximo passo deve ser a dosagem de D-dímero (em casos de baixa/intermediária probabilidade) ou a realização direta de exames de imagem confirmatórios.
Os critérios que conferem 3 pontos cada são: sinais clínicos de trombose venosa profunda (edema de perna e dor à palpação) e a percepção clínica de que um diagnóstico alternativo é menos provável que o TEP. A presença de ambos totaliza 6 pontos, colocando o paciente no limite da alta probabilidade.
No modelo de três níveis: 0-1 ponto indica baixa probabilidade; 2-6 pontos indica probabilidade intermediária; e >6 pontos indica alta probabilidade. No modelo simplificado (dois níveis), ≤4 pontos é TEP improvável e >4 pontos é TEP provável.
Em pacientes com alta probabilidade clínica, a investigação deve prosseguir diretamente para exames de imagem (como Angio-TC de tórax). Se não houver contraindicações, a anticoagulação empírica deve ser considerada enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica.
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