Escore TIMI para IAMSSST: Fatores de Pior Prognóstico

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015

Enunciado

São fatores de risco para pior prognóstico dos pacientes com quadro de infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST pelo escore TIMI (Thrombolysis In Myocardial Infarction), EXCETO:

Alternativas

  1. A) Uso de ácido acetilsalicílico nos últimos 7 dias. 
  2. B) Infradesnivelamento do segmento ST "maior ou igual a" 0,5 mm.
  3. C) Angina grave de início nas últimas 24 horas.
  4. D) Presença de pelo menos dois fatores de risco tradicionais para doença coronariana. 
  5. E) Idade acima de 65 anos.

Pérola Clínica

Escore TIMI IAMSSST: 7 critérios. Fatores de risco tradicionais DAC não são critério isolado TIMI.

Resumo-Chave

O escore TIMI para IAMSSST é uma ferramenta de estratificação de risco que identifica pacientes com maior probabilidade de eventos isquêmicos. É crucial para guiar a conduta, diferenciando pacientes de baixo e alto risco para intervenção e otimizando o prognóstico.

Contexto Educacional

O infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) é uma das apresentações das síndromes coronarianas agudas (SCA), caracterizado por isquemia miocárdica sem elevação persistente do ST no eletrocardiograma. A estratificação de risco é fundamental para o manejo desses pacientes, auxiliando na decisão terapêutica e na identificação de indivíduos com maior probabilidade de eventos adversos. O escore TIMI (Thrombolysis In Myocardial Infarction) é uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar o risco de pacientes com IAMSSST/angina instável. Ele atribui um ponto para cada um dos sete critérios: idade ≥ 65 anos, ≥ 3 fatores de risco para doença coronariana, doença coronariana conhecida com estenose ≥ 50%, uso de ácido acetilsalicílico nos últimos 7 dias, angina grave nas últimas 24 horas, infradesnivelamento do segmento ST ≥ 0,5 mm e elevação de marcadores cardíacos. A pontuação do escore TIMI varia de 0 a 7, e quanto maior a pontuação, maior o risco de mortalidade e eventos isquêmicos. Pacientes com pontuações mais altas geralmente se beneficiam de uma abordagem mais agressiva, incluindo angiografia coronariana precoce. É importante notar que 'presença de pelo menos dois fatores de risco tradicionais para doença coronariana' não é um critério isolado do TIMI, mas sim 'presença de pelo menos TRÊS fatores de risco tradicionais', ou 'doença coronariana conhecida (estenose > 50%)'.

Perguntas Frequentes

Quais são os 7 critérios do escore TIMI para IAMSSST?

Os 7 critérios do escore TIMI para IAMSSST são: idade ≥ 65 anos, ≥ 3 fatores de risco para DAC, doença coronariana conhecida com estenose ≥ 50%, uso de AAS nos últimos 7 dias, angina grave nas últimas 24 horas, infradesnivelamento do ST ≥ 0,5 mm, e elevação de marcadores cardíacos.

Por que a estratificação de risco é importante no IAMSSST?

A estratificação de risco, como pelo escore TIMI, é crucial para guiar a conduta, identificando pacientes de alto risco que se beneficiam de estratégias invasivas precoces e terapias mais agressivas, otimizando o prognóstico e reduzindo a morbimortalidade.

Qual a diferença entre os fatores de risco tradicionais e os critérios do escore TIMI?

Os fatores de risco tradicionais (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo) aumentam o risco de DAC. O escore TIMI incorpora 'presença de pelo menos três fatores de risco tradicionais' como um de seus critérios, além de outros marcadores de instabilidade aguda para prever eventos em pacientes já com IAMSSST.

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