FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Mulher, 83 anos, com úlcera péptica gastroduodenal e insuficiência renal crônica, apresenta na endoscopia úlceras com coágulo recente, pulso > 100 bpm e pressão arterial sistólica < 100 mmHg. A estratificação do risco de ressangramento e morte, segundo o escore de Rockall, será:
Escore de Rockall ↑ com idade >80, choque, comorbidades e estigmas de sangramento → Alto risco de ressangramento e morte.
O escore de Rockall é crucial para estratificar o risco de ressangramento e mortalidade em pacientes com HDA. Fatores como idade avançada, choque, comorbidades graves e estigmas endoscópicos de sangramento recente aumentam significativamente a pontuação, indicando alto risco.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com úlceras pépticas sendo a causa mais frequente. A estratificação de risco é fundamental para guiar a conduta, o local de tratamento (UTI vs. enfermaria) e o prognóstico do paciente. O escore de Rockall é uma ferramenta amplamente utilizada para essa finalidade, avaliando tanto fatores clínicos quanto endoscópicos. O escore de Rockall atribui pontos para idade, estado de choque (pulso e pressão arterial), comorbidades maiores (insuficiência renal, hepática, neoplasia maligna disseminada), diagnóstico endoscópico (ex: úlcera péptica, Mallory-Weiss) e estigmas de sangramento recente (vaso visível, coágulo aderido, sangramento ativo). Uma pontuação total elevada indica maior risco de ressangramento e mortalidade. No caso apresentado, a paciente possui múltiplos fatores de alto risco: idade avançada (>80 anos), sinais de choque (pulso >100 bpm e PAS <100 mmHg), comorbidade grave (insuficiência renal crônica) e estigma de sangramento recente (coágulo na úlcera). A combinação desses fatores resulta em uma alta pontuação no escore de Rockall, classificando a paciente como de alto risco para ressangramento e mortalidade, o que exige manejo agressivo e monitoramento intensivo.
O escore de Rockall avalia idade, presença de choque, comorbidades maiores (insuficiência renal, hepática, neoplasia), diagnóstico endoscópico e estigmas de sangramento recente na endoscopia.
Tanto o choque (hipotensão e taquicardia) quanto a presença de comorbidades graves (como insuficiência renal crônica, hepática ou neoplasia) adicionam pontos significativos ao escore, elevando o risco de ressangramento e mortalidade.
A estratificação de risco permite identificar pacientes de alto risco que necessitam de manejo mais agressivo, monitoramento intensivo e intervenções precoces, otimizando o uso de recursos e melhorando os desfechos clínicos.
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