UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Recentemente, foi publicado em periódicos científicos, com acesso para a comunidade médica, o escore Phoenix para o diagnóstico de sepse. Em relação às recomendações desse escore, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) Definição de SEPSE como disfunção orgânica potencialmente fatal, no contexto de uma infecção suspeita ou confirmada, operacionalizada por meio de uma pontuação no Escore de Sepse de Phoenix de, pelo menos, 2 pontos, quantificados em 4 categorias funcionais.( ) O diagnóstico de choque séptico é estabelecido em crianças com sepse que apresentam, pelo menos, 2 pontos no componente cardiovascular do Escore de Sepse de Phoenix, ou seja, hipotensão grave para a idade, lactato sanguíneo > 45 mg/dL (ou maior ou igual a 5 mmol/L), ou necessidade de medicação vasoativa.( ) A pontuação pode ser calculada na ausência de algumas variáveis, por exemplo, mesmo que o nível de lactato não seja medido e medicamentos vasoativos não sejam usados, uma pontuação cardiovascular ainda pode ser determinada usando a pressão arterial.( ) A disfunção respiratória de 1 ponto pode ser avaliada em qualquer paciente que receba oxigênio, cânula nasal de alto fluxo, pressão positiva não invasiva ou suporte respiratório invasivo (VPM), e inclui uma relação PaO2:FIO2 inferior a 200 e uma relação SpO2:FIO2 inferior a 220 em crianças que não estão recebendo VPM.( ) A pontuação da Escala de Coma de Glasgow mede o nível de consciência com base em resposta verbal, ocular e motora (variação de 3 a 15, com uma pontuação mais alta indicando melhor função neurológica), no entanto, esse subescore de disfunção neurológica não foi validado pragmaticamente em pacientes sedados.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Phoenix Score ≥ 2 pontos = Sepse pediátrica; Choque séptico = ≥ 2 pontos cardiovasculares ou hipotensão/lactato/vasoativo.
O escore Phoenix é uma ferramenta recente para o diagnóstico de sepse e choque séptico em crianças, operacionalizando a disfunção orgânica em 4 categorias. É crucial entender seus critérios específicos para cada disfunção, como a avaliação cardiovascular que pode ser feita mesmo sem lactato ou vasoativos, usando a pressão arterial.
A sepse pediátrica é uma condição grave e tempo-dependente, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para melhorar os desfechos. O Escore Phoenix, uma ferramenta diagnóstica recente, visa padronizar e otimizar a identificação de sepse e choque séptico em crianças, fornecendo critérios objetivos para a disfunção orgânica. O escore operacionaliza a sepse como uma disfunção orgânica potencialmente fatal no contexto de infecção, exigindo pelo menos 2 pontos em suas 4 categorias funcionais. O choque séptico é definido por critérios cardiovasculares específicos, como hipotensão grave, lactato elevado ou necessidade de vasoativos. É importante notar a flexibilidade do escore, permitindo a avaliação cardiovascular mesmo na ausência de algumas variáveis, como o lactato, utilizando a pressão arterial. Para residentes, dominar o Escore Phoenix é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. A compreensão detalhada de cada componente, como a avaliação da disfunção respiratória (PaO2:FIO2, SpO2:FIO2) e neurológica (Escala de Coma de Glasgow, com a ressalva para pacientes sedados), garante um diagnóstico preciso e um manejo terapêutico mais eficaz, impactando diretamente a morbimortalidade pediátrica.
O Escore Phoenix define sepse como disfunção orgânica potencialmente fatal, com uma pontuação de pelo menos 2 pontos em 4 categorias funcionais. Essas categorias incluem disfunções respiratória, cardiovascular, neurológica e de coagulação/renal/hepática.
O diagnóstico de choque séptico é estabelecido em crianças com sepse que apresentam pelo menos 2 pontos no componente cardiovascular do Escore de Sepse de Phoenix, ou seja, hipotensão grave para a idade, lactato sanguíneo > 45 mg/dL, ou necessidade de medicação vasoativa.
Sim, a pontuação para disfunção cardiovascular pode ser determinada na ausência de algumas variáveis. Por exemplo, mesmo que o nível de lactato não seja medido e medicamentos vasoativos não sejam usados, uma pontuação cardiovascular ainda pode ser calculada usando a pressão arterial.
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