Manejo do Tromboembolismo Pulmonar: Quando Tratar em Casa?
AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Enunciado
Paciente adulto jovem 38 anos, apresentou quadro súbito de dispneia, dor ventilatório dependente e febre. Procurou o pronto atendimento, realizou com Pressão Arterial: 120x80 mmHg, FC: 105 bpm, Temperatura axilar: 37,5, Saturação arterial de Oxigênio: 94%, GCS: 15 e enchimento capilar < 3 segundos. Após avaliação inicial e cálculo dos Critérios e Wells, foi realizada uma angiotomografia arterial de tórax, que evidenciou um tromboembolismo pulmonar subsegmentar e atelectasias redondas sugestivas de enfarto pulmonar em hemitórax esquerdo inferior bem próximo a pleura. Uma vez realizado o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar, assinale a melhor conduta a ser tomada:
Alternativas
A) Internamento hospitalar obrigatório, acionar a equipe da cirurgia vascular, e infundir trombolítico imediatamente.
B) Após o diagnóstico, realizar a estratificação do risco de morte, através do escore de PESI (Pulmonary Embolism Severety Index), e considerar tratamento ambulatorial com anticoagulantes orais, caso seja evidenciado, escores de gravidade baixos, ausência de instabilidade hemodinâmica e ou disfunção do ventrículo direito e analgésicos para controle de dor pleurítica após o enfarto pulmonar.
C) Internamento hospitalar, iniciar Enoxaparina dose anticoagulante 1 mg/kg SC 1x ao dia, e manter o paciente sob observação rigorosa por 1 semana.
D) Solicitar D” Dímero, calcular escore de PERC, e iniciar varfarina 5 mg 1x ao dia.
E) Realizar investigação de trombofilias ainda na fase aguda do evento, uma vez que não foi identificado nenhum fator de risco como agente causal do evento embólico.
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