Escore de PADUA: Fatores de Risco para Tromboembolismo Venoso

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023

Enunciado

O escore de PADUA é uma das ferramentas mais utilizadas para determinar o risco de tromboembolismo venoso em pacientes internados. Aqueles que pontuam com quatro ou mais pontos são considerados de alto risco e devem receber anticoagulação profilática, salvo contraindicações. Dos itens listados abaixo, aquele que não está incluso neste escore é:

Alternativas

  1. A) Trauma ou cirurgia nos últimos três meses.
  2. B) Obesidade (IMC > ou igual a 30kg/m2).
  3. C) Diabetes Mellitus.
  4. D) Idade maior ou igual a 70 anos.
  5. E) Insuficiência cardíaca.

Pérola Clínica

O Escore de PADUA avalia risco de TEV em internados; Diabetes Mellitus NÃO é um critério.

Resumo-Chave

O Escore de PADUA é uma ferramenta validada para estratificar o risco de tromboembolismo venoso em pacientes hospitalizados. Ele inclui diversos fatores de risco, mas o Diabetes Mellitus não faz parte dos critérios pontuados para determinar o risco de TEV.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes hospitalizados. A identificação e estratificação do risco de TEV são etapas fundamentais para a implementação de medidas profiláticas adequadas. Diversas ferramentas foram desenvolvidas para auxiliar nesse processo, sendo o Escore de PADUA uma das mais utilizadas e validadas na prática clínica. O Escore de PADUA atribui pontos a diferentes fatores de risco, como câncer ativo, história prévia de TEV, trombofilia, trauma ou cirurgia recente (nos últimos 3 meses), idade avançada (≥ 70 anos), insuficiência cardíaca ou respiratória, obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²), infecção aguda, imobilidade prolongada e uso de terapia hormonal. Pacientes com 4 ou mais pontos são classificados como de alto risco e geralmente necessitam de profilaxia farmacológica, como heparina de baixo peso molecular, a menos que haja contraindicações. É importante ressaltar que, embora o Diabetes Mellitus seja uma condição crônica com diversas implicações para a saúde, ele não é um critério pontuado no Escore de PADUA para determinar o risco de TEV. A compreensão precisa dos componentes de cada escore de risco é essencial para a tomada de decisões clínicas corretas e para a segurança do paciente, evitando tanto a subprofilaxia quanto a superprofilaxia e seus riscos associados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco avaliados pelo Escore de PADUA?

O Escore de PADUA inclui fatores como câncer ativo, história prévia de TEV, trombofilia, trauma/cirurgia recente, idade avançada, insuficiência cardíaca/respiratória, obesidade, infecção aguda, imobilidade e uso de terapia hormonal.

Quando um paciente é considerado de alto risco pelo Escore de PADUA?

Pacientes que atingem 4 ou mais pontos no Escore de PADUA são considerados de alto risco para tromboembolismo venoso e geralmente se beneficiam de profilaxia farmacológica, salvo contraindicações.

Qual a importância da profilaxia de TEV em pacientes internados?

A profilaxia de TEV é crucial para prevenir complicações graves como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), que são causas importantes de morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados.

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