HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
O transplante hepático representa, atualmente, o tratamento mais eficiente para pacientes portadores de doença hepática crônica; contudo, a escassez de enxertos hepáticos persiste como o principal fator limitante para seu desenvolvimento. Assim, visando diminuir o número de óbitos na lista de espera e eliminar possíveis fatores de confusão relacionados ao sistema cronológico, uma política de alocação de enxertos hepáticos, baseada no escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease), passou a ser adotada no Brasil a partir de julho de 2006. Identifique os parâmetros adotados para o seu cálculo.
MELD = INR + Creatinina + Bilirrubinas; avalia gravidade da doença hepática para transplante.
O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica crucial para pacientes com doença hepática crônica, utilizada na alocação de fígados para transplante. Ele é calculado a partir dos valores de INR, creatinina e bilirrubinas, refletindo a disfunção hepática e renal.
O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica amplamente utilizada para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e determinar a prioridade de pacientes na lista de espera para transplante hepático. Desenvolvido inicialmente para prever a mortalidade em pacientes submetidos a TIPS, tornou-se o padrão ouro para alocação de fígados em muitos países, incluindo o Brasil desde 2006. Sua importância reside em oferecer uma avaliação objetiva e baseada em risco. O cálculo do MELD é baseado em três parâmetros laboratoriais simples: INR (International Normalized Ratio), creatinina sérica e bilirrubina total sérica. Esses marcadores refletem a função sintética do fígado (INR), a capacidade de desintoxicação (bilirrubina) e a função renal, que é frequentemente comprometida na doença hepática avançada (síndrome hepatorrenal). Quanto maior o escore MELD, maior a gravidade da doença e o risco de mortalidade em 90 dias. É fundamental que residentes em gastroenterologia, hepatologia e cirurgia de transplantes compreendam o cálculo e a interpretação do MELD, bem como suas limitações e as variações (como o MELD-Na, que inclui o sódio sérico para maior precisão). O conhecimento aprofundado do MELD permite um manejo mais eficaz dos pacientes com doença hepática terminal e uma compreensão clara dos critérios de alocação de órgãos.
Os três parâmetros são o INR (International Normalized Ratio), a creatinina sérica e a bilirrubina total sérica.
O escore MELD é utilizado principalmente para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e priorizar pacientes na lista de espera para transplante hepático, baseando-se no risco de mortalidade em 90 dias.
Esses parâmetros refletem diretamente a função hepática (INR para síntese de fatores de coagulação, bilirrubina para função excretora) e a função renal, que frequentemente se deteriora em doenças hepáticas avançadas.
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