Escore MELD: Componentes e Importância no Transplante Hepático

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Qual dos seguintes itens não faz parte do escore MELD, no planejamento de pacientes para transplante de fígado?

Alternativas

  1. A) Creatinina.
  2. B) Albumina sérica.
  3. C) Bilirrubina.
  4. D) INR.

Pérola Clínica

Escore MELD para transplante hepático inclui Creatinina, Bilirrubina e INR. Albumina faz parte do Child-Pugh.

Resumo-Chave

O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica utilizada para priorizar pacientes na fila de transplante de fígado. Ele é calculado com base nos níveis de creatinina, bilirrubina total e INR, refletindo a função renal, hepática e de coagulação, respectivamente.

Contexto Educacional

O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica amplamente utilizada na hepatologia para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e auxiliar na tomada de decisões clínicas, especialmente no contexto de transplante de fígado. Desenvolvido inicialmente para prever a sobrevida após a colocação de um shunt portossistêmico transjugular intra-hepático (TIPS), o MELD tornou-se o principal critério para a alocação de órgãos para transplante hepático em muitos países, incluindo o Brasil. Os componentes do escore MELD são objetivos e refletem aspectos cruciais da função hepática e renal: a bilirrubina total (indicador de disfunção hepatocelular), o INR (International Normalized Ratio, que avalia a síntese de fatores de coagulação pelo fígado) e a creatinina sérica (marcador da função renal, frequentemente comprometida na doença hepática avançada). Uma versão modificada, o MELD-Na, também incorpora o sódio sérico, que melhora a acurácia prognóstica. Para residentes, é fundamental compreender a composição e a aplicação do escore MELD, diferenciando-o de outras ferramentas como o Child-Pugh. A correta interpretação do MELD permite uma avaliação mais precisa do risco de mortalidade e a priorização adequada de pacientes na fila de transplante, otimizando o uso de órgãos e melhorando os desfechos clínicos. A albumina sérica, embora um importante marcador de função hepática, não é um componente do escore MELD básico.

Perguntas Frequentes

Para que serve o escore MELD no contexto de transplante de fígado?

O escore MELD é utilizado para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e prever a sobrevida em 90 dias de pacientes com cirrose. Ele é crucial para priorizar pacientes na fila de transplante de fígado, direcionando o órgão para aqueles com maior risco de mortalidade.

Quais são os três principais parâmetros laboratoriais que compõem o escore MELD?

Os três principais parâmetros laboratoriais que compõem o escore MELD são a creatinina sérica (refletindo a função renal), a bilirrubina total (refletindo a função hepática de conjugação e excreção) e o INR (International Normalized Ratio, refletindo a capacidade de síntese hepática de fatores de coagulação).

Qual a diferença entre o escore MELD e o escore Child-Pugh?

O escore MELD é mais objetivo e preditivo de mortalidade em pacientes com doença hepática avançada, sendo preferencial para alocação de órgãos. O escore Child-Pugh, embora ainda usado, é mais subjetivo (depende da avaliação de ascite e encefalopatia) e inclui albumina, que não faz parte do MELD básico.

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