PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Qual dos seguintes itens não faz parte do escore MELD, no planejamento de pacientes para transplante de fígado?
Escore MELD para transplante hepático inclui Creatinina, Bilirrubina e INR. Albumina faz parte do Child-Pugh.
O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica utilizada para priorizar pacientes na fila de transplante de fígado. Ele é calculado com base nos níveis de creatinina, bilirrubina total e INR, refletindo a função renal, hepática e de coagulação, respectivamente.
O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica amplamente utilizada na hepatologia para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e auxiliar na tomada de decisões clínicas, especialmente no contexto de transplante de fígado. Desenvolvido inicialmente para prever a sobrevida após a colocação de um shunt portossistêmico transjugular intra-hepático (TIPS), o MELD tornou-se o principal critério para a alocação de órgãos para transplante hepático em muitos países, incluindo o Brasil. Os componentes do escore MELD são objetivos e refletem aspectos cruciais da função hepática e renal: a bilirrubina total (indicador de disfunção hepatocelular), o INR (International Normalized Ratio, que avalia a síntese de fatores de coagulação pelo fígado) e a creatinina sérica (marcador da função renal, frequentemente comprometida na doença hepática avançada). Uma versão modificada, o MELD-Na, também incorpora o sódio sérico, que melhora a acurácia prognóstica. Para residentes, é fundamental compreender a composição e a aplicação do escore MELD, diferenciando-o de outras ferramentas como o Child-Pugh. A correta interpretação do MELD permite uma avaliação mais precisa do risco de mortalidade e a priorização adequada de pacientes na fila de transplante, otimizando o uso de órgãos e melhorando os desfechos clínicos. A albumina sérica, embora um importante marcador de função hepática, não é um componente do escore MELD básico.
O escore MELD é utilizado para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e prever a sobrevida em 90 dias de pacientes com cirrose. Ele é crucial para priorizar pacientes na fila de transplante de fígado, direcionando o órgão para aqueles com maior risco de mortalidade.
Os três principais parâmetros laboratoriais que compõem o escore MELD são a creatinina sérica (refletindo a função renal), a bilirrubina total (refletindo a função hepática de conjugação e excreção) e o INR (International Normalized Ratio, refletindo a capacidade de síntese hepática de fatores de coagulação).
O escore MELD é mais objetivo e preditivo de mortalidade em pacientes com doença hepática avançada, sendo preferencial para alocação de órgãos. O escore Child-Pugh, embora ainda usado, é mais subjetivo (depende da avaliação de ascite e encefalopatia) e inclui albumina, que não faz parte do MELD básico.
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