UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
A Associação Multinacional de Cuidado e Suporte ao Câncer (MASCC) desenvolveu um modelo de avaliação de risco em neutropenia febril que inclui sete variáveis prognósticas independentes, com valores inteiros atribuídos. Um índice igual ou superior a 21 sugere baixo risco de complicações graves com possibilidade de conduzir a antibioticoterapia ambulatorialmente. Qual das seguintes variáveis NÃO está incluída na avaliação de risco MASCC?
MASCC ≥ 21 = Baixo risco → Possibilidade de tratamento ambulatorial seguro.
O escore MASCC é uma ferramenta validada para estratificar o risco de complicações em pacientes com neutropenia febril, permitindo identificar aqueles que podem ser tratados com antibióticos orais em domicílio.
A neutropenia febril é uma emergência oncológica definida como temperatura oral única > 38,3°C ou > 38,0°C por mais de uma hora em paciente com contagem absoluta de neutrófilos < 500/mm³. A estratificação de risco é fundamental para evitar internações desnecessárias e reduzir a exposição a patógenos hospitalares. O escore MASCC (Multinational Association for Supportive Care in Cancer) atribui pesos diferentes a cada variável, sendo a 'ausência de sintomas ou sintomas leves' a de maior peso (5 pontos). É amplamente utilizado em protocolos internacionais como o da ASCO e IDSA para guiar a segurança da desospitalização precoce.
O escore MASCC avalia sete variáveis: gravidade da doença (ausência de sintomas ou sintomas leves/moderados), ausência de hipotensão (PAS > 90 mmHg), ausência de DPOC, tipo de tumor (sólido ou hematológico sem infecção fúngica prévia), ausência de desidratação, status ambulatorial no início da febre e idade inferior a 60 anos.
Pacientes com pontuação total igual ou superior a 21 são considerados de baixo risco para complicações graves (morbidade e mortalidade), o que pode autorizar a transição para antibioticoterapia oral e manejo ambulatorial.
O MASCC foca em variáveis clínicas e fisiológicas do paciente no momento da apresentação febril que predizem o desfecho clínico imediato. O uso de profilaxia é um fator epidemiológico de resistência, mas não foi incluído como variável prognóstica independente no modelo original.
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