HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente de 68 anos é admitido em serviço de emergência com quadro de dor torácica. A dor do paciente é considerada altamente sugestiva para doença coronariana aguda, sendo precordial em aperto, com irradiação para membros. Você realiza um eletrocardiograma que não apresenta alterações isquêmicas agudas. Mas diante da idade do paciente e do fato de ele ter sofrido um infarto do miocárdio há 3 anos, você opta por pedir troponina. Após duas dosagens de troponina ultrassensível com intervalo de 2 horas entre elas o paciente encontra-se assintomático e o resultado das dosagens é inferior ao valor de corte definido pelo método. Você aplica o escore HEART que apresenta um valor de 7 pontos. Qual seria a conduta mais adequada para esse paciente?
Escore HEART ≥ 7 com dor torácica sugestiva → alto risco, internação para estratificação invasiva.
Mesmo com troponinas negativas e ECG normal, um escore HEART elevado (≥ 7) indica alto risco para eventos cardiovasculares maiores. A história de IAM prévio e a idade avançada contribuem para esse risco, justificando internação e estratificação invasiva.
A dor torácica é uma das principais queixas em serviços de emergência, e a Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é um diagnóstico diferencial crítico. A avaliação inicial visa estratificar o risco do paciente para eventos cardiovasculares maiores. Ferramentas como o escore HEART, que considera história clínica, eletrocardiograma, idade, fatores de risco e troponina, são fundamentais para essa estratificação. Mesmo com um eletrocardiograma sem alterações isquêmicas agudas e troponinas ultrassensíveis negativas em duas dosagens, a presença de múltiplos fatores de risco (idade avançada, IAM prévio) e um escore HEART elevado (≥ 7) indicam um paciente de alto risco. Nesses casos, a alta hospitalar é inadequada, e a conduta deve ser a internação para uma estratificação de risco mais aprofundada, preferencialmente com cateterismo cardíaco, para identificar e tratar possíveis lesões coronarianas. O manejo da dor torácica exige uma abordagem sistemática e individualizada. A combinação de dados clínicos, exames laboratoriais e escores de risco permite identificar pacientes que, apesar de exames iniciais negativos, ainda necessitam de investigação invasiva devido à alta probabilidade de doença coronariana grave. A decisão de internar e realizar cateterismo reflete a necessidade de prevenir eventos adversos maiores em pacientes vulneráveis.
O escore HEART avalia História, ECG, Idade, Fatores de Risco e Troponina. Ele ajuda a classificar o risco de eventos cardiovasculares maiores em 6 semanas, orientando a conduta.
A troponina negativa em duas dosagens com intervalo adequado pode não excluir SCA em pacientes com alta probabilidade clínica e fatores de risco importantes, como idade avançada e IAM prévio, especialmente se o escore de risco clínico for elevado.
O cateterismo cardíaco é indicado para estratificação invasiva em pacientes de alto risco para SCA, permitindo identificar lesões coronarianas significativas e realizar intervenção percutânea, se necessário.
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