Escore H2FPEF: Diagnóstico de ICFEP na Prática Clínica

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

Quais itens abaixo fazem parte do escore H2FPEF para diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada?

Alternativas

  1. A) Obesidade, hipertensão, fibrilação atrial.
  2. B) Idade, hipertensão pulmonar e dispneia.
  3. C) Pressão de enchimento, ortopneia e tosse.
  4. D) Caquexia, turgência jugular e estertores pulmonares.

Pérola Clínica

H2FPEF: Heavy (IMC>30), Hypertensive (2+ meds), Atrial Fibrillation, Pulmonary HTN, Elder (>60), Filling Pressures (E/e'>9).

Resumo-Chave

O escore H2FPEF utiliza variáveis clínicas e ecocardiográficas para estimar a probabilidade de ICFEP em pacientes com dispneia inexplicada, auxiliando na decisão de exames invasivos.

Contexto Educacional

A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) representa um desafio diagnóstico crescente devido à heterogeneidade fenotípica e à sobreposição de sintomas com outras condições. O escore H2FPEF surgiu como uma alternativa baseada em evidências para simplificar esse processo, utilizando dados prontamente disponíveis na avaliação inicial. A fisiopatologia envolve rigidez miocárdica, disfunção endotelial e inflamação sistêmica, frequentemente associada a comorbidades como obesidade e hipertensão. A identificação correta através do escore permite o manejo direcionado, focando no controle de volemia e tratamento das comorbidades associadas.

Perguntas Frequentes

O que avalia o escore H2FPEF?

O escore H2FPEF é uma ferramenta diagnóstica validada para identificar a probabilidade de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) em pacientes que apresentam dispneia aos esforços. Ele atribui pontos a seis variáveis: obesidade (IMC > 30 kg/m²), uso de dois ou mais anti-hipertensivos, presença de fibrilação atrial (paroxística ou permanente), hipertensão pulmonar (pressão sistólica da artéria pulmonar > 35 mmHg no ecocardiograma), idade superior a 60 anos e pressões de enchimento ventricular elevadas (razão E/e' > 9).

Como interpretar a pontuação do H2FPEF?

A pontuação varia de 0 a 9. Pacientes com escore baixo (0-1) têm baixa probabilidade de ICFEP, permitindo a busca por outras causas de dispneia. Pacientes com escore alto (6-9) têm alta probabilidade diagnóstica, frequentemente dispensando testes adicionais. Aqueles com escore intermediário (2-5) necessitam de avaliação adicional, como teste de estresse diastólico ou cateterismo cardíaco direito, para confirmar o diagnóstico através da medida das pressões de enchimento sob estresse.

Qual a importância da fibrilação atrial no escore?

A fibrilação atrial (FA) é o componente de maior peso no escore H2FPEF, conferindo 3 pontos se for persistente ou permanente. Isso ocorre porque a FA está intimamente ligada à fisiopatologia da ICFEP, refletindo remodelamento atrial, pressões de enchimento crônicas elevadas e perda da contração atrial, o que exacerba os sintomas de insuficiência cardíaca mesmo com fração de ejeção preservada.

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