Fibrilação Atrial: Entenda o CHADS-VASC e Anticoagulação

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Maria, 78 anos, com diagnóstico de fibrilação atrial paroxística, vem ao consultório pela primeira vez. Antecedentes pessoais: hipertensa controlada com medicação. Nega diabetes, outras doenças ou internações prévias. Radiograma de tórax: área cardíaca normal, sem calcificações vasculares. Em relação à abordagem terapêutica da fibrilação atrial nesta paciente, é correto afirmar que o escore de CHADS-VASC

Alternativas

  1. A) é de 3, sem indicação de terapia antitrombótica, pela ausência de evidência de eventos prévios.
  2. B) é de 4, sem indicação de terapia antitrombótica.
  3. C) é de 3, com indicação de terapia antitrombótica.
  4. D) não se aplica nessa situação já que se trata de uma arritmia paroxística.
  5. E) é de 4, com indicação de terapia antitrombótica.

Pérola Clínica

FA paroxística: CHADS-VASC ≥ 2 (homem) ou ≥ 3 (mulher) → anticoagulação oral.

Resumo-Chave

O escore CHADS-VASC avalia o risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial, independentemente do tipo (paroxística, persistente ou permanente). A paciente tem 78 anos (2 pontos), hipertensão (1 ponto) e é mulher (1 ponto), totalizando 4 pontos. Com 4 pontos, a indicação de terapia antitrombótica é clara.

Contexto Educacional

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, com prevalência crescente com a idade. Sua principal complicação é o acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico, que pode ser devastador. A estratificação de risco para AVC é fundamental para guiar a terapia antitrombótica, sendo o escore CHADS-VASC a ferramenta mais utilizada. O escore CHADS-VASC atribui pontos a fatores de risco como insuficiência cardíaca, hipertensão, idade (≥65 e ≥75 anos), diabetes, AVC/AIT prévio, doença vascular e sexo feminino. A pontuação total indica a probabilidade anual de AVC. Pacientes com FA paroxística, persistente ou permanente devem ser avaliados da mesma forma, pois o padrão da arritmia não altera o risco tromboembólico. A indicação de anticoagulação oral é baseada no escore CHADS-VASC. Geralmente, homens com 2 ou mais pontos e mulheres com 3 ou mais pontos têm indicação formal de anticoagulação. Para pacientes com 0 pontos (homens) ou 1 ponto (mulheres), a anticoagulação não é recomendada. Em casos intermediários, a decisão é individualizada, considerando riscos e benefícios.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes do escore CHADS-VASC?

O CHADS-VASC inclui Insuficiência Cardíaca Congestiva (1), Hipertensão (1), Idade ≥ 75 anos (2), Diabetes Mellitus (1), AVC/AIT/Tromboembolismo prévio (2), Doença Vascular (1), Idade 65-74 anos (1) e Sexo Feminino (1).

Qual o limiar de CHADS-VASC para iniciar anticoagulação em FA?

Para homens, ≥ 2 pontos. Para mulheres, ≥ 3 pontos. Em casos de 1 ponto (homem) ou 2 pontos (mulher), a decisão é individualizada, mas geralmente se considera anticoagulação.

A fibrilação atrial paroxística tem o mesmo risco de AVC que a persistente?

Sim, o risco de AVC é comparável entre os diferentes tipos de fibrilação atrial (paroxística, persistente e permanente), e o escore CHADS-VASC deve ser aplicado da mesma forma.

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