Escore de Centor Modificado: Diagnóstico de Faringite Estreptocócica

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

J., 14 anos de idade, chega à Unidade Básica de Saúde para se consultar. Relata ao médico que tem apresentado dor de garganta, febre e dor pelo corpo há dois dias. Nega tosse e diarreia. Ao exame físico, apresenta temperatura de 39ºC, exsudato tonsilar e adenopatia cervical anterior dolorosa. Considerando o quadro clínico relatado e o Escore de Centor modificado, este paciente

Alternativas

  1. A) apresenta alta probabilidade para ter faringite estreptocócica. 
  2. B) por apresentar probabilidade intermediária de se tratar de uma faringite viral, deve-se realizar espera permitida. 
  3. C) por apresentar adenopatia cervical anterior dolorosa a probabilidade de se tratar de uma faringite viral é alta.
  4. D) por apresentar ausência de tosse diminui a pontuação no Escore de Centor e a probabilidade de se tratar de uma faringite estrepcocócica. 

Pérola Clínica

Escore Centor modificado ≥3 → alta probabilidade faringite estreptocócica.

Resumo-Chave

O Escore de Centor modificado é uma ferramenta clínica para estimar a probabilidade de faringite estreptocócica em pacientes com faringoamigdalite. Com 14 anos, febre, exsudato tonsilar e adenopatia cervical dolorosa, e ausência de tosse, o paciente atinge 5 pontos, indicando alta probabilidade de infecção bacteriana.

Contexto Educacional

A faringite é uma condição comum, especialmente em crianças e adolescentes, e a distinção entre etiologia viral e bacteriana (principalmente por *Streptococcus pyogenes*) é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. O Escore de Centor modificado é uma ferramenta clínica validada para auxiliar nessa diferenciação, estimando a probabilidade de infecção estreptocócica. Os critérios do Escore de Centor modificado incluem: exsudato tonsilar, adenopatia cervical anterior dolorosa, ausência de tosse, história de febre e idade (3-14 anos: +1 ponto; 15-44 anos: 0 pontos; >45 anos: -1 ponto). No caso apresentado, o paciente de 14 anos (+1), com febre (+1), exsudato tonsilar (+1), adenopatia cervical anterior dolorosa (+1) e nega tosse (+1), totaliza 5 pontos. Uma pontuação de 3 ou mais indica alta probabilidade de faringite estreptocócica. A identificação precoce da faringite estreptocócica é vital para iniciar a antibioticoterapia adequada (geralmente penicilina) e prevenir complicações graves como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. Residentes devem dominar a aplicação do Escore de Centor para otimizar o diagnóstico e evitar tanto o uso desnecessário de antibióticos quanto o subtratamento de infecções bacterianas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios do Escore de Centor modificado?

Os critérios incluem: exsudato tonsilar, adenopatia cervical anterior dolorosa, ausência de tosse, história de febre e idade (3-14 anos: +1 ponto; 15-44 anos: 0 pontos; >45 anos: -1 ponto). Cada critério positivo vale 1 ponto.

Qual a conduta para um paciente com alta pontuação no Escore de Centor?

Pacientes com 3 ou 4 pontos no Escore de Centor modificado têm alta probabilidade de faringite estreptocócica. Nesses casos, é recomendada a realização de teste rápido para antígeno estreptocócico ou cultura de orofaringe, e se positivo, iniciar antibioticoterapia para prevenir febre reumática.

Por que a ausência de tosse é um critério para faringite estreptocócica?

A ausência de tosse é um critério porque a faringite estreptocócica é predominantemente uma infecção bacteriana da garganta, enquanto a tosse é um sintoma mais comum em infecções virais do trato respiratório superior. Sua ausência aumenta a probabilidade de etiologia bacteriana.

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