UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Paciente portadora de câncer de colo uterino, 62 anos, obesa, com sequela de fratura de colo de fêmur e dificuldade de locomoção, foi submetida à cirurgia radical para tratamento do câncer (duração > que 60 min). No pós operatório, qual a classificação, segundo o escore de Caprini e qual o método de prevenção de TEV deve ser utilizado:
Caprini: Câncer + Cirurgia > 60min + Idade > 60 + Obesidade + Imobilidade = Alto Risco TEV → Profilaxia medicamentosa.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para TEV, incluindo idade avançada (>60 anos), obesidade, câncer ativo, cirurgia de grande porte (>60 min) e imobilidade prévia. A combinação desses fatores a classifica como de alto risco pelo escore de Caprini, indicando a necessidade de profilaxia medicamentosa.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma das complicações mais temidas e preveníveis em pacientes cirúrgicos. A avaliação do risco de TEV é fundamental no pré-operatório e pós-operatório, e o escore de Caprini é uma ferramenta amplamente utilizada para essa finalidade. O escore de Caprini atribui pontos a diversos fatores de risco, como idade, presença de câncer, histórico de TEV, obesidade, tipo e duração da cirurgia, e imobilidade. A soma desses pontos classifica o paciente em categorias de risco (baixo, moderado, alto e muito alto), orientando a escolha da profilaxia mais adequada. Para pacientes de alto risco, como o da questão (múltiplos fatores como idade >60, obesidade, câncer, cirurgia >60min, imobilidade), a profilaxia medicamentosa com anticoagulantes (heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada) é a conduta padrão. A deambulação precoce e a compressão mecânica intermitente são complementares, mas não substituem a profilaxia medicamentosa em pacientes de alto risco.
O escore de Caprini considera fatores como idade avançada, histórico de TEV, câncer ativo, trombofilia, obesidade, cirurgia de grande porte, imobilidade prolongada, uso de estrogênios, insuficiência cardíaca ou respiratória, entre outros.
A profilaxia medicamentosa (com heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada) é indicada para pacientes classificados como de risco moderado a alto pelo escore de Caprini, especialmente aqueles submetidos a cirurgias de grande porte ou com múltiplos fatores de risco.
Os métodos incluem deambulação precoce, compressão pneumática intermitente (CPI) e profilaxia medicamentosa. Em pacientes de baixo risco, a deambulação pode ser suficiente. Em risco moderado/alto, a profilaxia medicamentosa é padrão, podendo ser combinada com CPI.
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