Escore de Block (Wilkins): Avaliação da Estenose Mitral

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020

Enunciado

Considere um paciente jovem, com passado de doença reumática, evoluindo com dispneia aos pequenos esforços. Realizou ecocardiograma transtorácico, que mostrou estenose mitral importante, com escore de Block de 8. Em relação a esse escore, utilizado na avaliação de pacientes com estenose mitral, deve-se considerar os seguintes critérios:

Alternativas

  1. A) Calcificação, espessamento, mobilidade das cúspides e trombo em átrio esquerdo.
  2. B) Calcificação, espessamento, mobilidade das cúspides e grau de regurgitação.
  3. C) Calcificação, espessamento, mobilidade das cúspides e aparato subvalvar.
  4. D) Calcificação, espessamento, mobilidade das cúspides e diâmetro do anel valvar.

Pérola Clínica

Escore de Block (Wilkins) para estenose mitral avalia: Calcificação, Espessamento, Mobilidade das cúspides e Aparato subvalvar.

Resumo-Chave

O escore de Block, também conhecido como escore de Wilkins, é uma ferramenta ecocardiográfica essencial para avaliar a morfologia da valva mitral em pacientes com estenose. Ele prediz a probabilidade de sucesso da valvoplastia mitral por balão, sendo que escores mais baixos (geralmente < 8) indicam maior chance de sucesso.

Contexto Educacional

A estenose mitral é uma valvopatia frequentemente causada por febre reumática, levando a um estreitamento do orifício valvar mitral e consequente dificuldade no enchimento ventricular esquerdo. Pacientes jovens com história de doença reumática e dispneia aos pequenos esforços são um perfil clássico. O ecocardiograma transtorácico é a ferramenta diagnóstica essencial, não apenas para confirmar a estenose, mas também para avaliar a gravidade e a morfologia da valva. Nesse contexto, o escore de Block, também conhecido como escore de Wilkins, desempenha um papel fundamental. Ele atribui uma pontuação de 0 a 4 para quatro parâmetros morfológicos da valva mitral: calcificação, espessamento, mobilidade das cúspides e acometimento do aparato subvalvar. A soma desses pontos resulta em um escore total que varia de 0 a 16. Um escore de Block menor que 8 geralmente indica uma valva com características mais favoráveis para a valvoplastia mitral por balão, um procedimento menos invasivo que a cirurgia. Compreender os critérios do escore de Block é vital para residentes, pois permite uma avaliação precisa da elegibilidade do paciente para a valvoplastia, influenciando diretamente a conduta terapêutica e o prognóstico. A identificação de um escore elevado pode indicar a necessidade de intervenção cirúrgica, enquanto um escore baixo abre portas para opções menos invasivas, otimizando o manejo da estenose mitral e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Para que serve o escore de Block na estenose mitral?

O escore de Block, ou escore de Wilkins, é utilizado para avaliar a morfologia da valva mitral em pacientes com estenose mitral. Ele ajuda a prever a probabilidade de sucesso da valvoplastia mitral por balão, sendo um fator determinante na decisão terapêutica.

Quais são os quatro critérios avaliados pelo escore de Block?

Os quatro critérios avaliados pelo escore de Block são: calcificação da valva, espessamento das cúspides, mobilidade das cúspides e o acometimento do aparato subvalvar (cordas tendíneas e músculos papilares). Cada critério recebe uma pontuação de 0 a 4.

Qual a importância de um escore de Block baixo?

Um escore de Block baixo (geralmente menor que 8) indica uma valva mitral com características mais favoráveis, como menor calcificação e maior mobilidade. Isso sugere uma maior probabilidade de sucesso e menor risco de complicações na valvoplastia mitral por balão, tornando-a uma opção terapêutica mais viável.

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