SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 30 anos de idade procura o pronto-socorro com dor abdominal e febre. Ele relata dor periumbilical que migrou para o quadrante inferior direito nas últimas horas. O paciente também apresenta náuseas e leucocitose no hemograma. Com base nos achados clínicos, quais critérios de Alvarado estão presentes?
Alvarado ≥ 7 → alta probabilidade de apendicite; 5-6 → observação/imagem.
O Escore de Alvarado utiliza sinais clínicos e laboratoriais para estratificar o risco de apendicite, auxiliando na decisão entre alta, observação ou cirurgia.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico no mundo. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas ferramentas de estratificação como o Escore de Alvarado (MANTRELS) padronizam a avaliação. No caso clínico apresentado, o paciente apresenta migração da dor, náuseas, dor no QID, febre e leucocitose, somando pontos significativos que direcionam para a confirmação diagnóstica. O conhecimento desses critérios é vital para o residente de cirurgia e emergência.
O escore é composto por: Migração da dor (1), Anorexia (1), Náuseas/Vômitos (1), Dor à palpação em quadrante inferior direito (2), Descompressão dolorosa (1), Elevação da temperatura ≥ 37,3°C (1), Leucocitose (2) e Desvio à esquerda no hemograma (1). A pontuação máxima é 10.
Pontuações de 1-4 indicam baixa probabilidade (considerar outros diagnósticos); 5-6 sugerem diagnóstico possível (observação ou exames de imagem como TC/USG); 7-8 indicam diagnóstico provável; e 9-10 indicam diagnóstico muito provável, geralmente autorizando a intervenção cirúrgica.
Sua principal utilidade é o alto valor preditivo negativo. Um escore baixo ajuda a excluir apendicite com segurança, reduzindo internações desnecessárias e cirurgias brancas, especialmente em serviços com recursos limitados de imagem.
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