Escore de Alvarado para Apendicite Aguda: Cálculo e Risco

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022

Enunciado

Um jovem de 17 anos, acompanhado de sua mãe, procura a emergência cirúrgica com queixa de dor epigástrica há dois dias, que migrou para fossa ilíaca direita. Associado apresenta náuseas e anorexia. Nega febre. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral e afebril. Apresenta dor a palpação de fossa ilíaca direita com defesa a descompressão brusca. Os exames laboratoriais mostram leucocitose de 14.000/mm3, sem desvio a esquerda (polimorfonucleares < 75%). Para definir a probabilidade diagnóstica de apendicite aguda, podemos afirmar que o Escore de Alvarado:

Alternativas

  1. A) Corresponde a 5 pontos; moderado risco para apendicite aguda (45%).
  2. B) Corresponde a 6 pontos; moderado risco para apendicite aguda (45%).
  3. C) Corresponde a 7 pontos; alto risco para apendicite aguda (87%).
  4. D) Corresponde a 8 pontos; alto risco para apendicite aguda (87%).

Pérola Clínica

Escore de Alvarado: Dor migratória + Anorexia + Náuseas/Vômitos + FID + Descompressão + Febre + Leucocitose + Desvio.

Resumo-Chave

O Escore de Alvarado é uma ferramenta clínica útil para estratificar o risco de apendicite aguda. A pontuação é baseada em sintomas, sinais e achados laboratoriais, auxiliando na decisão de conduta e na necessidade de exames complementares.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas pode ser desafiador devido à variabilidade dos sintomas. Ferramentas como o Escore de Alvarado são cruciais para auxiliar na estratificação do risco e na tomada de decisão clínica, evitando cirurgias desnecessárias ou atrasos no tratamento de uma condição potencialmente grave. O Escore de Alvarado, também conhecido como MANTRELS, avalia oito parâmetros: Dor migratória (1 ponto), Anorexia (1 ponto), Náuseas/Vômitos (1 ponto), Dor à palpação em Fossa Ilíaca Direita (2 pontos), Descompressão brusca positiva (1 ponto), Elevação da Temperatura (>37,3°C) (1 ponto), Leucocitose (>10.000/mm³) (2 pontos) e Desvio à esquerda (>75% neutrófilos) (1 ponto). No caso apresentado, o paciente pontua: Dor migratória (1), Anorexia (1), Náuseas (1), Dor em FID (2), Descompressão brusca (1), Afebril (0), Leucocitose 14.000 (2), Sem desvio à esquerda (0). Total = 8 pontos. Um escore de 7 ou mais pontos indica alto risco de apendicite aguda, com probabilidade acima de 80%, justificando a exploração cirúrgica ou investigação por imagem mais direcionada. Em casos de escores intermediários (5-6), a observação clínica e exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada são frequentemente indicados. A precisão diagnóstica e a agilidade na conduta são vitais para prevenir complicações como a perfuração apendicular e peritonite.

Perguntas Frequentes

Como calcular o Escore de Alvarado para apendicite aguda?

O Escore de Alvarado atribui pontos para dor migratória (1), anorexia (1), náuseas/vômitos (1), dor em fossa ilíaca direita (2), descompressão brusca positiva (1), febre (>37,3°C) (1), leucocitose (>10.000/mm³) (2) e desvio à esquerda (>75% neutrófilos) (1). A soma total indica o risco.

Qual a interpretação dos pontos do Escore de Alvarado?

Um escore de 1-4 pontos indica baixo risco de apendicite, 5-6 pontos sugere risco moderado, e 7-10 pontos indica alto risco. Pacientes com alto risco geralmente necessitam de intervenção cirúrgica ou investigação mais aprofundada.

Quais são os principais sinais e sintomas de apendicite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. Ao exame físico, dor à palpação em fossa ilíaca direita e sinal de Blumberg positivo são achados importantes.

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