CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Paciente do sexo feminino 18 anos, com história de dor abdominal em região de QID (quadrante inferior direito) iniciada há 24h, contínua e que piora aos movimentos, sem queixas urinárias ou ginecológicas no momento, apresentando 1 episódio de febre baixa nesse período. Exame abdominal, com dor local à palpação, reação leve à descompressão brusca em FID (Fossa ilíaca Direita). Realizou exames laboratoriais, evidenciando PCR e aumentado (11mg/l), assim como leucocitose de 12.500/mm3 com 84% de segmentados. Analisando os escores que avaliam risco de apendicite aguda, pode-se considerar correta a alternativa:
Apendicite: Dor QID + febre + leucocitose + descompressão brusca → Alvarado 7-8 = média probabilidade.
O escore de Alvarado é uma ferramenta clínica amplamente utilizada para estratificar o risco de apendicite aguda, auxiliando na decisão de investigação e manejo. Uma pontuação de 7-8 indica média a alta probabilidade, justificando investigação adicional.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo crucial seu diagnóstico precoce para evitar complicações. Afeta predominantemente jovens e adultos jovens, e sua apresentação clínica pode variar, tornando o diagnóstico um desafio. A inflamação do apêndice cecal leva a dor abdominal que tipicamente migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de sintomas sistêmicos. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, mas escores como o de Alvarado são ferramentas valiosas para estratificar o risco e guiar a conduta. O escore de Alvarado considera sintomas (dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos), sinais (dor em FID, descompressão brusca, febre) e achados laboratoriais (leucocitose, desvio à esquerda). Uma pontuação entre 7 e 8, como no caso apresentado, sugere uma probabilidade média a alta, indicando a necessidade de investigação complementar, como exames de imagem (ultrassonografia ou tomografia). O tratamento definitivo da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia), que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O manejo adequado envolve a avaliação clínica contínua, exames complementares e a decisão cirúrgica oportuna para prevenir perfuração, peritonite e sepse. A compreensão e aplicação correta dos escores clínicos são fundamentais para otimizar o manejo e melhorar os desfechos dos pacientes.
O escore de Alvarado avalia dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos, dor em FID, descompressão brusca, febre, leucocitose e desvio à esquerda. Cada critério pontua 1 ou 2 pontos.
Pontuações de 1-4 indicam baixa probabilidade, 5-6 média probabilidade (observação/exames adicionais), e 7-10 alta probabilidade (indicação cirúrgica).
Além do Alvarado, o AIRS (Appendicitis Inflammatory Response Score) e o RIPASA (Raja Isteri Pengiran Anak Saleha Appendicitis Score) são outros escores validados para auxiliar no diagnóstico de apendicite.
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