INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma adolescente de 13 anos foi levada pela mãe à unidade básica de saúde, por apresentar desvio na coluna. Segundo informações maternas, a adolescente tem o hábito de usar uma mochila pesada só de um lado do ombro e, com o passar do tempo, tem ficado “mais torta”. A mãe informou que, quando jovem, também era assim, mas, em sua opinião, o caso da filha é pior. Negou outras queixas. No exame físico, observou-se assimetria dos ombros, escápula bastante proeminente à direita. O teste de Adams mostrou assimetria da caixa torácica.No caso em questão, a hipótese diagnóstica é de
Teste de Adams positivo + assimetria de ombros/escápula → Escoliose; Ângulo de Cobb define conduta.
O teste de Adams é crucial para rastreio da escoliose, evidenciando a gibosidade. A confirmação diagnóstica e a avaliação da gravidade são feitas por radiografia com medição do ângulo de Cobb, que guia a decisão terapêutica entre observação, colete ou cirurgia.
A escoliose idiopática do adolescente é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura lateral e rotação vertebral, que afeta principalmente indivíduos entre 10 e 18 anos. Sua etiologia é multifatorial, com forte componente genético, e é mais comum em meninas. O diagnóstico precoce é crucial para evitar a progressão da curva e complicações futuras. O exame físico é fundamental, com a inspeção da coluna para assimetrias e o teste de Adams, que evidencia a gibosidade torácica ou lombar, indicando a rotação vertebral. A confirmação diagnóstica e a quantificação da curvatura são realizadas por radiografias panorâmicas da coluna vertebral, onde o ângulo de Cobb é medido. Este ângulo é o principal parâmetro para classificar a gravidade da escoliose e guiar a conduta. O tratamento da escoliose varia conforme a idade do paciente, a magnitude do ângulo de Cobb e o potencial de progressão. Curvas menores podem ser apenas observadas, enquanto curvas moderadas (geralmente entre 20-40 graus em adolescentes em crescimento) podem necessitar de colete ortopédico. Curvas mais graves (acima de 40-45 graus) ou progressivas, especialmente em pacientes com maturidade esquelética incompleta, podem indicar tratamento cirúrgico para correção da deformidade e estabilização da coluna.
Os sinais incluem assimetria dos ombros, escápulas proeminentes, inclinação do tronco e gibosidade torácica ou lombar, visível no teste de Adams. A mãe pode notar um desvio na coluna.
O teste de Adams é um exame físico simples que detecta a gibosidade, uma protuberância no tronco que indica a rotação vertebral, característica da escoliose estrutural. É crucial para o rastreio inicial.
O ângulo de Cobb, medido em radiografias, quantifica a curvatura da escoliose. Curvas menores podem ser observadas, moderadas (20-40 graus) podem exigir colete, e curvas maiores (>40-45 graus) podem indicar cirurgia, dependendo da maturidade esquelética.
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