UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os métodos contraceptivos às suas indicações de acordo com o perfil clínico da paciente.Coluna 11. Anticoncepcional combinado oral.2. DIU hormonal.3. DIU de cobre.4. Implante de etonogestrel.5. Pílula de progestogênio isolado.Coluna 2( ) Mulher de 40 anos de idade, tabagista, apresentando adenomiose e dismenorreia.( ) Mulher de 35 anos de idade com útero bicorno e antecedente de trombose venosa prévia.( ) Mulher de 40 anos de idade com diagnóstico de câncer de mama há 3 anos.( ) Mulher de 39 anos de idade sem comorbidades, com histórico da mãe ter tido câncer de ovário.( ) Mulher de 36 anos de idade, pós-parto vaginal há 45 dias, em amamentação exclusiva.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
DIU hormonal → adenomiose/dismenorreia. DIU de cobre → contraindicação hormonal. Implante → trombose/amamentação.
A escolha do método contraceptivo é individualizada e depende do perfil clínico da paciente, considerando comorbidades, histórico familiar e desejo reprodutivo. Atenção especial às contraindicações absolutas e relativas para garantir a segurança e eficácia.
A escolha do método contraceptivo é um pilar fundamental na saúde da mulher, exigindo do médico um conhecimento aprofundado sobre as opções disponíveis e suas indicações e contraindicações. A anamnese detalhada, incluindo histórico médico, familiar e estilo de vida, é crucial para individualizar a conduta e garantir a segurança e eficácia do método escolhido. Compreender os mecanismos de ação de cada contraceptivo e seus potenciais efeitos adversos permite ao profissional oferecer a melhor orientação. Os métodos hormonais, como os combinados orais, anéis vaginais e adesivos, contêm estrogênio e progestagênio, sendo altamente eficazes, mas com contraindicações importantes, especialmente relacionadas a eventos tromboembólicos. Já os métodos de progestagênio isolado (minipílula, implante, DIU hormonal) são mais seguros para pacientes com contraindicações ao estrogênio, como tabagistas >35 anos, lactantes ou com histórico de trombose. O DIU de cobre, por sua vez, é uma opção não hormonal, ideal para pacientes com contraindicações a qualquer hormônio, como as com histórico de câncer de mama. Para a prática clínica e provas de residência, é essencial memorizar as principais contraindicações de cada método, especialmente as absolutas. A capacidade de associar um perfil clínico específico a um método contraceptivo adequado demonstra um raciocínio clínico apurado e conhecimento das diretrizes atuais, garantindo a saúde e bem-estar da paciente.
As principais contraindicações incluem tabagismo em mulheres >35 anos, histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, enxaqueca com aura, hipertensão arterial não controlada, doença hepática grave e câncer de mama.
O DIU hormonal é uma excelente opção para pacientes com adenomiose, dismenorreia ou sangramento uterino anormal, pois o levonorgestrel liberado localmente ajuda a reduzir o fluxo menstrual e a dor, além de ser um método contraceptivo altamente eficaz.
Para mulheres com histórico de câncer de mama, métodos não hormonais são a escolha mais segura. O DIU de cobre é uma opção eficaz e livre de hormônios, pois qualquer método hormonal (estrogênio ou progestagênio) é contraindicado.
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