UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Escolar, nove anos, apresenta febre alta há cinco dias, cefaleia, dor retro orbitária e letargia. Hoje, apresentou sangramento em mucosas. A conduta para esse paciente é:
Dengue + sangramento mucoso/letargia = sinais de alarme → hidratação IV + internação.
Sangramento em mucosas e letargia são sinais de alarme na dengue, indicando extravasamento plasmático e risco de choque. Nesses casos, a hidratação venosa imediata e a internação hospitalar são mandatórias para monitorização e manejo adequado, prevenindo a progressão para dengue grave.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. A doença pode variar de formas assintomáticas a quadros graves com risco de morte. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é fundamental para prevenir a progressão para a dengue grave. Sinais como sangramento de mucosas (gengivorragia, epistaxe), dor abdominal intensa, vômitos persistentes, letargia ou irritabilidade indicam extravasamento plasmático e aumento da permeabilidade vascular, exigindo intervenção imediata. Nesses casos, a hidratação venosa é a medida terapêutica mais importante, visando restaurar o volume intravascular e prevenir o choque. A internação hospitalar é mandatória para monitorização contínua e manejo de possíveis complicações. Para o alívio sintomático, paracetamol e dipirona são as opções seguras. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e salicilatos são contraindicados devido ao risco de aumentar a tendência a sangramentos e agravar a disfunção plaquetária. Residentes devem estar aptos a classificar a dengue e instituir o tratamento adequado rapidamente, salvando vidas.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.
A hidratação venosa é crucial para repor o volume intravascular perdido devido ao extravasamento plasmático, prevenindo o choque hipovolêmico e a falência de órgãos, que são as principais causas de morbimortalidade na dengue grave.
Paracetamol e dipirona são considerados seguros para alívio da dor e febre na dengue. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como ibuprofeno e AAS são contraindicados devido ao risco de sangramento e disfunção renal.
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