SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Um escolar com quatro anos apresenta a cinco dias febre alta, tosse intensa coriza abundante, cefaleia e prostração. Foi levado ao centro de saúde porque há dois dias iniciou manchas no corpo e intensa hiperemia dos olhos. O exame físico mostrou prostração, tosse seca e irritativa, exantema maculopapular, pequenas manchas brancoazuladas em mucosa oral na região oposta aos molares. Este lactente possui um irmão imunossuprimido por doença crônica. Assinale a opção correta sobre a prevenção pósexposição para este irmão.
Sarampo: febre, tosse, coriza, conjuntivite, Koplik, exantema. Imunossuprimido exposto → imunoglobulina.
O quadro clínico é clássico de sarampo, com manchas de Koplik patognomônicas. Para contatos imunossuprimidos, a profilaxia pós-exposição com imunoglobulina é a medida mais eficaz, pois a vacina é contraindicada ou ineficaz nesse contexto.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo (Morbillivirus). Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem, especialmente em populações com baixa cobertura vacinal. É uma doença de notificação compulsória e de grande importância em saúde pública devido ao seu alto potencial de transmissão e às complicações graves que pode causar, como pneumonia, encefalite e cegueira, principalmente em crianças desnutridas ou imunossuprimidas. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade clássica de febre, tosse e coriza, acompanhada de conjuntivite e, caracteristicamente, as manchas de Koplik na mucosa oral, que precedem o exantema maculopapular. O exantema surge 3-5 dias após o início da febre, começando na face e se espalhando para o tronco e extremidades. A confirmação laboratorial pode ser feita por sorologia (IgM para sarampo) ou PCR. A prevenção é primariamente pela vacinação (vacina tríplice viral). A profilaxia pós-exposição é crucial para contatos suscetíveis. Para imunocompetentes, a vacina pode ser administrada em até 72 horas da exposição. Para grupos de alto risco, como imunossuprimidos, gestantes não imunes e lactentes jovens, a imunoglobulina é a escolha, administrada em até 6 dias da exposição, conferindo imunidade passiva e temporária. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações.
O sarampo é caracterizado por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e as manchas de Koplik (pequenas manchas branco-azuladas na mucosa oral), seguidos por um exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo.
A imunoglobulina é indicada para contatos suscetíveis de casos de sarampo que são imunossuprimidos, gestantes não imunes, lactentes menores de 6 meses e crianças menores de 1 ano hospitalizadas, devendo ser administrada em até 6 dias da exposição.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) é uma vacina de vírus vivo atenuado e, portanto, contraindicada para indivíduos imunossuprimidos devido ao risco de doença vacinal. Nesses casos, a imunoglobulina oferece proteção passiva.
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