UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Escolar, 8 anos, atendido no setor de urgência com quadro de hipotensão arterial, reação urticariforme difusa, taquidispneico, hipocorado e dor abdominal intensa após a mãe administrar dipirona em gotas por via oral. O exame laboratorial indicado na coleta sanguínea inicial é
Suspeita de Anafilaxia (hipotensão, urticária, taquidispneia) após dipirona → Dosagem de Triptase sérica para confirmação.
A triptase é uma enzima liberada pelos mastócitos durante reações anafiláticas. Sua dosagem sérica, idealmente coletada entre 1 a 3 horas após o início dos sintomas e uma amostra basal 24 horas depois, é um marcador útil para confirmar o diagnóstico de anafilaxia, especialmente em casos atípicos ou quando a etiologia é incerta.
A anafilaxia é uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir desfechos fatais. A dipirona é um dos medicamentos que podem desencadear reações anafiláticas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na rápida progressão dos sintomas após a exposição a um alérgeno. A dosagem de triptase sérica pode ser um auxílio diagnóstico valioso, especialmente em casos de apresentação atípica ou para documentação retrospectiva. É fundamental que médicos e residentes estejam aptos a identificar e manejar a anafilaxia de forma eficaz.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e de início rápido, caracterizada por sintomas cutâneos (urticária, angioedema), respiratórios (dispneia, broncoespasmo), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais (dor abdominal, vômitos). A presença de hipotensão é um sinal de gravidade.
A triptase é uma enzima liberada pelos mastócitos e basófilos durante a degranulação, que ocorre em reações anafiláticas. Seus níveis séricos aumentam rapidamente após o início da reação, atingindo o pico em 1 a 3 horas, o que a torna um marcador útil para confirmar o diagnóstico.
A conduta inicial e mais importante na anafilaxia é a administração imediata de adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa. Além disso, é crucial manter as vias aéreas pérvias, ofertar oxigênio, iniciar fluidoterapia e monitorar os sinais vitais.
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