FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Escolar, 10 anos, após ingesta de camarão apresentou urticária grave, edema labial e palpebral, dispneia, dor torácica, dificuldade para deglutir, pressão arterial e pulso normais. Qual a medicação de primeira escolha num pronto atendimento?
Anafilaxia (urticária + angioedema + dispneia + dor torácica após alérgeno) → Adrenalina IM é 1ª escolha, mesmo com PA e pulso normais.
O quadro clínico de urticária grave, angioedema (edema labial/palpebral), dispneia e dor torácica após ingesta de camarão é altamente sugestivo de anafilaxia. A adrenalina intramuscular é a medicação de primeira escolha e deve ser administrada prontamente, mesmo na ausência de hipotensão, pois a anafilaxia pode progredir rapidamente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a um alérgeno. É uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e tratamento adequado para prevenir desfechos graves. Em crianças, alérgenos alimentares como amendoim, frutos do mar e leite são causas comuns. O quadro clínico pode ser variado, mas a presença de envolvimento de dois ou mais sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após a exposição a um alérgeno é diagnóstica. Os sinais e sintomas de anafilaxia incluem urticária, angioedema (edema labial, palpebral, de face), prurido generalizado, dispneia (sibilos, estridor, tosse), dor torácica, dificuldade para deglutir, náuseas, vômitos, dor abdominal e, em casos mais graves, hipotensão e choque. É crucial entender que a hipotensão não é um pré-requisito para o diagnóstico de anafilaxia, e a ausência de pressão arterial baixa não deve atrasar o tratamento. A progressão da anafilaxia pode ser rápida e imprevisível. A medicação de primeira escolha e mais importante no tratamento da anafilaxia é a adrenalina (epinefrina) administrada por via intramuscular (IM). Ela deve ser aplicada prontamente na face anterolateral da coxa, na dose de 0,01 mg/kg (solução 1:1000), com dose máxima de 0,5 mg. A adrenalina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição, broncodilatação, redução do edema de vias aéreas e estabilização dos mastócitos. Corticoides e anti-histamínicos são adjuvantes e não substituem a adrenalina, que é o único tratamento capaz de reverter a progressão da reação anafilática.
A anafilaxia é diagnosticada quando há envolvimento de dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição a um alérgeno conhecido. Urticária, angioedema, dispneia e dor torácica são sinais de envolvimento multissistêmico.
A adrenalina deve ser administrada por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. A dose é de 0,01 mg/kg de uma solução 1:1000, com dose máxima de 0,5 mg por aplicação, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
A adrenalina é a medicação de primeira escolha porque atua rapidamente em múltiplos receptores, revertendo a broncoconstrição, o edema de vias aéreas, a vasodilatação e a hipotensão, além de inibir a liberação de mediadores inflamatórios. Sua ação é superior e mais rápida que corticoides ou anti-histamínicos.
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