Anatomia da Esclerotomia na Vitrectomia Posterior

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

A esclerotomia para vitrectomia deve ser feita aproximadamente a 4 mm do limbo para penetrar no olho através da:

Alternativas

  1. A) Retina
  2. B) Pars plicata
  3. C) Pars plana
  4. D) Ora serrata

Pérola Clínica

Vitrectomia posterior → esclerotomia na pars plana (4mm do limbo) para evitar retina e cristalino.

Resumo-Chave

A pars plana é a zona de segurança cirúrgica do olho, situada entre a pars plicata e a ora serrata, permitindo acesso ao segmento posterior sem lesar estruturas nobres.

Contexto Educacional

A compreensão da anatomia do segmento anterior e médio é fundamental para a oftalmologia cirúrgica. O corpo ciliar divide-se em pars plicata (processos ciliares) e pars plana. A pars plana estende-se de aproximadamente 3mm a 4mm do limbo até a ora serrata. Na prática da vitrectomia via pars plana (VVPP), o posicionamento dos trocartes é o primeiro passo crítico. Erros na mensuração da distância do limbo podem comprometer o cristalino (catarata traumática) ou a integridade da retina periférica. O conhecimento dessas medidas é questão recorrente em provas de título e residência.

Perguntas Frequentes

Por que a pars plana é escolhida para a esclerotomia?

A pars plana é uma região do corpo ciliar relativamente avascular e desprovida de tecido retiniano funcional. Localizada entre a pars plicata (anterior) e a ora serrata (posterior), ela oferece uma 'janela' segura para a introdução de instrumentos cirúrgicos no segmento posterior, minimizando o risco de hemorragias ciliares graves e descolamentos de retina iatrogênicos.

Qual a distância padrão do limbo para a incisão em pacientes fácicos?

Em pacientes fácicos (com cristalino natural), a distância padrão é de 4,0 mm do limbo. Em pacientes afácicos ou pseudofácicos (com lente intraocular), essa distância pode ser reduzida para 3,5 mm, pois o risco de tocar o cristalino é inexistente, facilitando a visualização da periferia retiniana durante o procedimento.

O que acontece se a esclerotomia for feita na ora serrata?

A ora serrata marca a transição entre o corpo ciliar e a retina neurossensorial. Se a esclerotomia for realizada nesta zona ou posterior a ela, há um risco altíssimo de criar uma rotura retiniana periférica, o que pode evoluir para um descolamento de retina regmatogênico no pós-operatório imediato ou tardio.

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