Escleroterapia com Espuma: Indicações e Concentrações

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Você está acompanhado uma equipe de cirurgia vascular em ambulatório dedicado à escleroterapia não estética de varizes de membros inferiores. A respeito desta técnica é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) o tratamento padrão-ouro para a correção de insuficiência de safena magna é a escleroterapia com espuma densa de polidocanol.
  2. B) a hipercromia no trajeto das veias, tida como uma complicação do método, não está relacionada ao fototipo em que o paciente encontra-se pela escala de Fitzpatrick.
  3. C) para que ocorra um acidente vascular cerebral e/ou um ataque isquêmico transitório, basta a presença de forame oval patente, independentemente da direção do shunt.
  4. D) quando se utiliza polidocanol a 2%, pode-se fazer até 25 ml por sessão, com segurança. E) em doença safênica, utiliza-se polidocanol a 3%.

Pérola Clínica

Escleroterapia de safena → Polidocanol 3% é a concentração padrão para veias de grande calibre.

Resumo-Chave

A escleroterapia com espuma de polidocanol é uma alternativa eficaz à cirurgia, utilizando concentrações maiores (3%) para troncos safênicos e volumes limitados para segurança.

Contexto Educacional

A escleroterapia com espuma de polidocanol (técnica de Tessari) revolucionou o tratamento da insuficiência venosa crônica, permitindo tratar veias de grande calibre em ambiente ambulatorial. O polidocanol age como um detergente, causando dano endotelial, seguido de trombose organizada e fibrose do vaso. Embora o padrão-ouro para safena em diretrizes internacionais sejam os métodos térmicos, a espuma é a principal escolha em sistemas públicos devido ao baixo custo e boa eficácia clínica.

Perguntas Frequentes

Qual a concentração de polidocanol indicada para veias safenas?

Para o tratamento de troncos venosos maiores, como a veia safena magna ou parva, a concentração recomendada de polidocanol na forma de espuma é de 3%. Concentrações menores, como 0,5% ou 1%, são reservadas para telangiectasias e veias reticulares, respectivamente. O uso da concentração correta garante a lesão endotelial necessária para o fechamento fibrótico da veia de maior calibre.

Quais as principais complicações da escleroterapia com espuma?

As complicações mais comuns incluem a hipercromia (manchas acastanhadas no trajeto da veia), que ocorre por depósito de hemossiderina, e o "matting" (surgimento de microvasos). Complicações sistêmicas raras incluem distúrbios visuais transitórios, cefaleia e, excepcionalmente, eventos isquêmicos cerebrais, especialmente em pacientes com shunt direita-esquerda (como forame oval patente).

Existe um limite de volume de espuma por sessão?

Sim, por questões de segurança e para minimizar o risco de complicações sistêmicas, recomenda-se geralmente não ultrapassar o volume de 10 ml de espuma por sessão, embora alguns protocolos aceitem até 15-20 ml dependendo da técnica e do paciente. Volumes excessivos aumentam o risco de embolia gasosa e reações sistêmicas.

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