Esclerose Tuberosa e Astrocitomas de Retina: Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Qual das doenças abaixo está frequentemente associada aos astrocitomas de retina?

Alternativas

  1. A) Esclerose tuberosa
  2. B) Síndrome de Marfan
  3. C) Síndrome de Möbius
  4. D) Pseudoxantoma elástico

Pérola Clínica

Astrocitoma de retina (hamartoma) + manchas hipocrômicas → Esclerose Tuberosa.

Resumo-Chave

Os astrocitomas retinianos são hamartomas gliais benignos que servem como critérios diagnósticos importantes para a Esclerose Tuberosa, apresentando-se frequentemente como lesões esbranquiçadas e calcificadas.

Contexto Educacional

A Esclerose Tuberosa (Complexo de Esclerose Tuberosa) é uma desordem multissistêmica autossômica dominante causada por mutações nos genes TSC1 ou TSC2. Ela se caracteriza pelo desenvolvimento de tumores benignos (hamartomas) em diversos órgãos, incluindo cérebro, pele, rins, coração e olhos. Na oftalmologia, o astrocitoma de retina é a manifestação mais comum, ocorrendo em cerca de 50% dos pacientes. O reconhecimento dessas lesões pelo oftalmologista é fundamental, pois muitas vezes é o primeiro sinal que leva ao diagnóstico de uma síndrome sistêmica com potencial de complicações neurológicas e renais graves.

Perguntas Frequentes

O que é o hamartoma astrocítico na retina?

O hamartoma astrocítico, ou astrocitoma de retina, é uma neoplasia benigna composta por astrócitos fibrosos. Na oftalmoscopia, pode aparecer como uma lesão translúcida e plana ou como uma massa nodular calcificada com aspecto de 'amora'. É um achado clássico da Esclerose Tuberosa, embora possa ocorrer de forma isolada ou em outras facomatoses como a Neurofibromatose tipo 1.

Como diferenciar astrocitoma de retina de retinoblastoma?

A diferenciação é crucial em crianças. O astrocitoma costuma ser mais estável, associado a outros estigmas de esclerose tuberosa (como angiofibromas faciais ou manchas hipocrômicas) e apresenta calcificações mais superficiais. O retinoblastoma é uma neoplasia maligna de crescimento rápido, frequentemente associada a descolamento de retina exsudativo e vítreo semeado, exigindo investigação sistêmica e genética imediata.

Quais são os critérios diagnósticos da Esclerose Tuberosa?

O diagnóstico baseia-se em critérios maiores (como hamartomas astrocíticos múltiplos, angiofibromas faciais, linfangiomiomatose pulmonar e túberes corticais) e menores (como manchas hipocrômicas 'em folha de freixo', fibromas gengivais e cistos renais). A presença de dois critérios maiores ou um maior e dois menores confirma o diagnóstico clínico do complexo de esclerose tuberosa.

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