UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Mulher, 45 anos, procura clínico para investigação de causa secundária para fenômeno de Raynaud. Com base nas queixas relatadas na anamnese dirigida são realizados alguns exames investigativos. Pode-se afirmar que, dentre os achados relacionados ao estudo do trato gastrintestinal, aquele que corrobora a possibilidade de esclerose sistêmica é:
Esclerose sistêmica → aperistalse esofágica e hipotensão do EEI na manometria.
A esclerose sistêmica frequentemente afeta o trato gastrointestinal, sendo o esôfago o órgão mais acometido. A dismotilidade esofágica, caracterizada por aperistalse e hipotensão do esfíncter esofágico inferior (EEI), é um achado clássico na manometria e contribui para sintomas de disfagia e refluxo.
A esclerose sistêmica é uma doença autoimune crônica caracterizada por fibrose da pele e órgãos internos, vasculopatia e autoanticorpos. O fenômeno de Raynaud é uma manifestação precoce e comum, que deve levantar a suspeita para investigação de causas secundárias, como as doenças do tecido conjuntivo. O trato gastrointestinal é o segundo sistema mais afetado após a pele, com o esôfago sendo o órgão mais comprometido. A fisiopatologia envolve atrofia e fibrose da musculatura lisa, levando a disfunção motora. A manometria esofágica é fundamental para o diagnóstico, revelando aperistalse e hipotensão do esfíncter esofágico inferior, que causam disfagia e doença do refluxo gastroesofágico. O manejo das manifestações gastrointestinais é sintomático e de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações como esofagite de refluxo e desnutrição. O reconhecimento precoce desses achados é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Os principais achados incluem dismotilidade esofágica (aperistalse, hipotensão do EEI), gastroparesia, pseudo-obstrução intestinal e disfunção anorretal, resultantes da fibrose e atrofia da musculatura lisa.
A manometria esofágica é crucial para identificar a dismotilidade esofágica característica, como a aperistalse e a hipotensão do esfíncter esofágico inferior, que corroboram a suspeita de esclerose sistêmica em pacientes com sintomas gastrointestinais.
O fenômeno de Raynaud é frequentemente a primeira manifestação da esclerose sistêmica, sendo um sintoma cardinal que leva à investigação de causas secundárias, incluindo as doenças do tecido conjuntivo.
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