HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 53 anos, procura atendimento por apresentar quadro de refluxo importante nos últimos 6 meses, relata que isso tem atrapalhado a rotina de sua vida diária. Informa que além disso apresenta períodos de diarreia alternada com constipação intestinal e que recentemente iniciou uso de IECA prescrito na UBS devido a HAS, refere que até 6 meses atrás não era hipertensa. Ao exame físico é observado cianose em três dedos da mão direita e pequenas ulcerações digitais, e ainda telangiesctasias ungueais e esclerose cutânea. Sobre o diagnóstico dessa paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
Esclerose sistêmica: Raynaud, esclerodactilia, úlceras digitais, telangiectasias, refluxo, dismotilidade GI. Anti-Ro NÃO é marcador principal.
A esclerose sistêmica é uma doença autoimune complexa com manifestações cutâneas (esclerose, Raynaud, úlceras, telangiectasias) e viscerais (refluxo, HAS, HP). O FAN é altamente positivo, mas o anti-Ro não é um marcador característico, sendo mais associado a Sjögren e Lúpus.
A esclerose sistêmica, também conhecida como esclerodermia, é uma doença autoimune crônica e multissistêmica caracterizada por fibrose da pele e órgãos internos, vasculopatia e disfunção imune. Sua apresentação clínica é heterogênea, variando desde formas limitadas (CREST) até formas difusas, com diferentes prognósticos e padrões de envolvimento orgânico. É mais comum em mulheres e geralmente se manifesta entre os 30 e 50 anos. As manifestações clínicas são diversas e incluem o fenômeno de Raynaud, esclerose cutânea (esclerodactilia), úlceras digitais, telangiectasias, refluxo gastroesofágico, dismotilidade intestinal, hipertensão pulmonar e envolvimento renal. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais, sendo o Fator Antinúcleo (FAN) positivo em aproximadamente 95% dos pacientes. No entanto, o anti-Ro não é um autoanticorpo característico da esclerose sistêmica, sendo mais frequentemente associado à Síndrome de Sjögren e ao Lúpus Eritematoso Sistêmico. Os anticorpos específicos para esclerose sistêmica incluem anti-centrômero (associado à forma limitada) e anti-Scl-70 (associado à forma difusa). O manejo da esclerose sistêmica é complexo e focado no tratamento das manifestações orgânicas e na prevenção de complicações. Pacientes com esclerose sistêmica também apresentam um risco aumentado de desenvolver neoplasias, especialmente câncer de pulmão e de mama, o que ressalta a importância do rastreamento adequado. A compreensão dos autoanticorpos auxilia na classificação e no prognóstico da doença, sendo crucial para residentes e profissionais de saúde.
As manifestações incluem fenômeno de Raynaud, esclerose cutânea, úlceras digitais, telangiectasias, refluxo gastroesofágico, dismotilidade intestinal, hipertensão pulmonar e envolvimento renal.
O Fator Antinúcleo (FAN) é positivo em cerca de 95% dos casos. Anticorpos específicos incluem anti-centrômero (associado à forma limitada) e anti-Scl-70 (topoisomerase I, associado à forma difusa).
Sim, pacientes com esclerose sistêmica, especialmente a forma difusa, apresentam um risco aumentado de desenvolver certas neoplasias, como câncer de pulmão e de mama.
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