Esclerose Múltipla: Tratamento do Surto Agudo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Paciente jovem, 25 anos, realizando suas atividades de trabalho em casa, devido à pandemia de COVID 19, durante vários meses subsequentes trabalhando na cadeira da mesa da cozinha. Relata queixa de parestesia de membros inferiores bilateral, com duração de 1 semana, com melhora espontânea. Após 3 meses, reaparece a queixa de parestesia, associada a prurido nas pernas e desequilíbrio. Procura o serviço de neurologia. Solicitada a ressonância magnética de crânio a seguir.A partir da hipótese diagnóstica, o tratamento inicial mais indicado é:

Alternativas

  1. A) descompressão cirúrgica medular.
  2. B) radioterapia estereotáxica ablativa.
  3. C) vincristina em doses baixas.
  4. D) corticoterapia em altas doses.
  5. E) transplante autólogo de células tronco.

Pérola Clínica

Surto de Esclerose Múltipla → Corticoterapia em altas doses (Metilprednisolona IV) para reduzir inflamação.

Resumo-Chave

O quadro clínico de parestesia recorrente, prurido e desequilíbrio, com melhora espontânea e posterior recidiva, sugere um surto de doença desmielinizante, como a esclerose múltipla. Nesses casos, a corticoterapia em altas doses é o tratamento inicial de escolha para reduzir a inflamação e acelerar a recuperação.

Contexto Educacional

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante crônica do sistema nervoso central, caracterizada por ataques de sintomas neurológicos (surtos) seguidos por períodos de remissão. Afeta predominantemente adultos jovens, com maior incidência em mulheres. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, e sua importância clínica reside na potencial incapacidade progressiva que pode causar se não for adequadamente manejada. A fisiopatologia da EM envolve um ataque autoimune à mielina, resultando em inflamação, desmielinização e neurodegeneração. Os sintomas são diversos e dependem da localização das lesões, podendo incluir alterações sensitivas (parestesias, prurido), motoras (fraqueza, espasticidade), visuais (neurite óptica), cerebelares (ataxia, desequilíbrio) e fadiga. O diagnóstico é feito com base nos critérios de McDonald, que exigem evidência de disseminação das lesões no tempo e no espaço, geralmente confirmada por ressonância magnética. O tratamento da EM é dividido em terapia para surtos agudos e terapia modificadora da doença (TMD). Para surtos agudos, a corticoterapia em altas doses (ex: metilprednisolona intravenosa por 3-5 dias) é o tratamento de escolha para reduzir a inflamação e acelerar a recuperação. As TMDs visam reduzir a frequência e a gravidade dos surtos, retardar a progressão da doença e minimizar a acumulação de incapacidade a longo prazo, sendo escolhidas com base na atividade da doença e perfil de segurança.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas comuns de um surto de esclerose múltipla?

Os sintomas variam amplamente, mas podem incluir parestesias, fraqueza muscular, alterações visuais (neurite óptica), desequilíbrio, fadiga e distúrbios sensitivos como prurido neuropático.

Por que a corticoterapia é o tratamento inicial para surtos de esclerose múltipla?

A corticoterapia em altas doses (geralmente metilprednisolona intravenosa) é usada para reduzir a inflamação aguda no sistema nervoso central, acelerando a recuperação do surto e diminuindo sua gravidade.

Quais são os critérios diagnósticos para esclerose múltipla?

O diagnóstico de esclerose múltipla baseia-se nos critérios de McDonald, que incluem evidência de disseminação no tempo e no espaço de lesões desmielinizantes, geralmente confirmadas por ressonância magnética e achados clínicos.

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