PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Jovem de 20 anos, sexo feminino, procura atendimento médico com queixa de fraqueza e dormência na perna direita, com início há duas semanas. Relata que, há cerca de um ano, apresentou quadro de visão turva, no olho esquerdo, que melhorou completamente após alguns dias. No exame neurológico, apresenta hiper-reflexia em membros inferiores e sinal de Babinski à direita. Visto o exame de imagem ao lado, qual é o provável diagnóstico? Fonte: Acervo Pessoal
Jovem com sintomas neurológicos multifocais em surtos e remissões + lesões desmielinizantes na RM → Esclerose Múltipla.
A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante do SNC caracterizada por episódios de disfunção neurológica (surtos) seguidos de recuperação (remissões), afetando diferentes áreas do cérebro e medula, como evidenciado pela visão turva prévia e fraqueza atual.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante crônica do sistema nervoso central, de etiologia autoimune, que afeta predominantemente adultos jovens. Caracteriza-se por episódios de disfunção neurológica (surtos) que podem ser seguidos por recuperação completa ou parcial (remissões), levando a um acúmulo de incapacidade ao longo do tempo. O diagnóstico da EM é clínico-radiológico, baseado nos critérios de McDonald, que exigem evidência de disseminação das lesões no tempo e no espaço. Sintomas como neurite óptica (visão turva unilateral), mielite (fraqueza, dormência, disfunção esfincteriana) e ataxia são comuns. O exame neurológico pode revelar sinais piramidais, como hiper-reflexia e sinal de Babinski. A ressonância magnética do encéfalo e medula espinhal é essencial para visualizar as lesões desmielinizantes. O tratamento da EM visa reduzir a frequência e gravidade dos surtos, retardar a progressão da doença e manejar os sintomas. Inclui terapias modificadoras da doença (TMDs) e tratamento sintomático. O prognóstico varia amplamente, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
O diagnóstico de Esclerose Múltipla baseia-se nos critérios de McDonald, que exigem evidência de disseminação das lesões no tempo e no espaço, clinicamente ou por ressonância magnética, além da exclusão de outras condições.
Os sintomas comuns incluem neurite óptica (perda visual), mielite (fraqueza, dormência, disfunção vesical), ataxia, diplopia e fadiga. Estes sintomas geralmente se desenvolvem agudamente e duram dias a semanas.
A RM é fundamental para identificar as lesões desmielinizantes no cérebro e medula espinhal, demonstrando a disseminação no espaço e, com exames seriados, a disseminação no tempo, que são pilares para o diagnóstico.
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