HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
A esclerose múltipla é uma doença causada pela perda da bainha de mielina (desmielinização) dos neurônios. Assinale a alternativa que apresenta a consequência da desmielinização das fibras nervosas:
Desmielinização na Esclerose Múltipla → ↓ Velocidade de condução do impulso nervoso.
A bainha de mielina é essencial para a condução saltatória rápida dos impulsos nervosos. Sua perda na esclerose múltipla compromete a integridade e a velocidade da transmissão neural, levando a uma diminuição significativa da velocidade de propagação e, em casos graves, ao bloqueio completo do impulso.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica e inflamatória que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada pela desmielinização dos axônios. A bainha de mielina, produzida pelos oligodendrócitos no SNC, atua como um isolante elétrico, permitindo que os impulsos nervosos se propaguem de forma rápida e eficiente através da condução saltatória entre os nódulos de Ranvier. A perda da bainha de mielina na EM compromete drasticamente a capacidade dos neurônios de transmitir sinais elétricos. Sem o isolamento adequado, a corrente elétrica 'vaza', diminuindo a velocidade de propagação do impulso nervoso e, em casos mais avançados, podendo levar ao bloqueio completo da condução. Isso resulta nos diversos sintomas neurológicos da EM, como fadiga, fraqueza muscular, problemas de equilíbrio, visão e sensibilidade. A compreensão da fisiopatologia da desmielinização é fundamental para entender os sintomas da EM e o racional por trás das terapias modificadoras da doença, que visam reduzir a inflamação, proteger a mielina e, em alguns casos, promover a remielinização. A velocidade de condução nervosa é um marcador importante da função neurológica e é diretamente afetada pela integridade da bainha de mielina.
A bainha de mielina atua como um isolante elétrico ao redor do axônio, permitindo que o impulso nervoso 'salte' de um nódulo de Ranvier para outro (condução saltatória), aumentando drasticamente a velocidade e a eficiência da transmissão neural.
A diminuição da velocidade e o bloqueio da condução nervosa resultam em uma variedade de sintomas neurológicos, como fadiga, fraqueza muscular, problemas de equilíbrio e coordenação, alterações visuais, sensoriais e cognitivas, dependendo da localização das lesões.
Os nódulos de Ranvier são pequenas interrupções na bainha de mielina ao longo do axônio. Eles contêm alta concentração de canais iônicos, permitindo que o impulso nervoso seja regenerado e 'salte' de um nódulo para o próximo, otimizando a velocidade de condução.
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