Esclerose Múltipla: Diagnóstico e Critérios Clínicos

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 26 anos procura atendimento médico relatando fraqueza e sensação de formigamento no braço e na lateral da perna direita, iniciadas há quatro dias e com piora progressiva. Ela relata que, ao flexionar o pescoço, sente uma sensação súbita de choque elétrico que percorre suas costas até os membros inferiores. Ao ser questionada sobre antecedentes, recorda-se de um episódio de embaçamento visual súbito e dor à movimentação do olho esquerdo há seis meses, que durou cerca de duas semanas e regrediu espontaneamente. Ao exame físico neurológico atual, apresenta força grau IV em dimídio direito, hiperreflexia global com predomínio à direita e sinal de Babinski presente ipsilateralmente. A sensibilidade vibratória está reduzida no pé direito. Não há sinais de irritação meníngea e a paciente está lúcida e orientada. O diagnóstico mais provável e o exame complementar indicado para a confirmação diagnóstica são:

Alternativas

  1. A) Neuromielite óptica; dosagem sérica de anticorpo anti-aquaporina 4 (AQP4-IgG).
  2. B) Esclerose múltipla; ressonância magnética de crânio e coluna cervical.
  3. C) Mielite transversa aguda idiopática; análise do líquido cefalorraquidiano.
  4. D) Acidente vascular cerebral isquêmico; tomografia computadorizada de crânio.

Pérola Clínica

Déficits focais + Disseminação no tempo/espaço + Sinal de Lhermitte = Esclerose Múltipla.

Resumo-Chave

A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante autoimune do SNC caracterizada por episódios de inflamação separados por tempo e localização anatômica, frequentemente apresentando neurite óptica e sinais piramidais.

Contexto Educacional

A Esclerose Múltipla (EM) é a principal causa de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens. O quadro clínico clássico envolve surtos de disfunção neurológica (como neurite óptica, síndromes de tronco cerebral ou mielites) que remitem parcial ou totalmente. O diagnóstico baseia-se na demonstração de lesões desmielinizantes separadas no espaço e no tempo, conforme os Critérios de McDonald. A RM é fundamental, revelando lesões hiperintensas em T2 e, por vezes, realce pelo gadolínio em lesões agudas. O tratamento do surto envolve pulsoterapia com corticoides, enquanto a terapia modificadora da doença visa reduzir a frequência de novos episódios e a progressão da incapacidade.

Perguntas Frequentes

O que é o sinal de Lhermitte?

É uma sensação de choque elétrico que percorre a coluna vertebral até os membros inferiores ao flexionar o pescoço, indicando hiperexcitabilidade de fibras sensoriais na medula cervical desmielinizada.

Como aplicar os critérios de McDonald?

Os critérios exigem evidência de disseminação no espaço (lesões em diferentes áreas do SNC) e no tempo (novas lesões ou surtos clínicos distintos), podendo utilizar a RM e bandas oligoclonais no líquor.

Qual o papel da RM no diagnóstico?

A RM de crânio e coluna é o padrão-ouro para detectar placas de desmielinização periventriculares, justa-corticais, infratentoriais ou medulares, essenciais para confirmar a disseminação espacial.

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