SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Paciente jovem, 25 anos, realizando suas atividades de trabalho em casa, devido à pandemia de COVID 19, durante vários meses subsequentes trabalhando na cadeira da mesa da cozinha. Relata queixa de parestesia de membros inferiores bilateral, com duração de 1 semana, com melhora espontânea. Após 3 meses, reaparece a queixa de parestesia, associada a prurido nas pernas e desequilíbrio. Procura o serviço de neurologia. Solicitada a ressonância magnética de crânio a seguir.Com base nesse quadro clínico, o diagnóstico mais provável é de
Jovem + Surtos/Remissões + Parestesia/Ataxia = Esclerose Múltipla.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune desmielinizante do SNC caracterizada por episódios neurológicos separados no tempo e no espaço em pacientes jovens.
A Esclerose Múltipla (EM) é a principal causa de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens, com predomínio no sexo feminino. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T contra a bainha de mielina no sistema nervoso central. Clinicamente, a forma mais comum é a Remitente-Recorrente (EMRR), onde o paciente apresenta surtos de disfunção neurológica que melhoram espontaneamente ou após corticoterapia. O diagnóstico moderno utiliza os Critérios de McDonald (revisão de 2017), que valorizam a demonstração de disseminação no espaço (lesões em áreas típicas como periventricular, justa-cortical, infratentorial ou medular) e no tempo. A RM de crânio é o exame de escolha, revelando placas de desmielinização hipointensas em T1 ('black holes') e hiperintensas em T2/FLAIR, frequentemente com orientação perpendicular aos ventrículos (Dedos de Dawson).
Os sintomas iniciais mais comuns incluem neurite óptica (perda visual súbita e dor à movimentação ocular), parestesias ou hipoestesias em membros, fraqueza motora, diplopia e ataxia. A característica marcante é a natureza transitória desses sintomas no início da doença (surtos).
O diagnóstico baseia-se nos Critérios de McDonald (2017), que exigem a demonstração de disseminação no espaço (lesões em ≥ 2 áreas típicas do SNC) e no tempo (novas lesões em RM subsequente ou presença de bandas oligoclonais no líquor). A RM é a ferramenta principal para visualizar as placas de desmielinização.
É o padrão clínico da Esclerose Múltipla Remitente-Recorrente (EMRR), onde o paciente apresenta episódios agudos de disfunção neurológica (surtos) que duram pelo menos 24 horas, seguidos por períodos de recuperação completa ou parcial (remissão) sem progressão da doença entre os episódios.
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