HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em relação às doenças desmielinizantes, analisar os itens abaixo:I. Em pacientes com esclerose múltipla, a grande maioria irá melhorar nos dias ou meses seguintes ao ataque inicial.II. Depressão é um achado raro em pacientes com esclerose múltipla.III. A ausência de remissão clínica confirma uma suspeita de esclerose múltipla. Está(ão) CORRETO(S):
Na EM, a maioria dos pacientes melhora após o ataque inicial, mas depressão é comum e a ausência de remissão não exclui o diagnóstico.
A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante crônica com um curso clínico variável, frequentemente caracterizado por surtos e remissões. É comum que os pacientes apresentem melhora após o ataque inicial, mas a depressão é uma comorbidade frequente e a ausência de remissão não exclui o diagnóstico, especialmente em formas progressivas.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante crônica do sistema nervoso central, que afeta predominantemente adultos jovens. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais. A doença é caracterizada por lesões cerebrais e medulares que levam a uma variedade de sintomas neurológicos, com um curso clínico frequentemente imprevisível, marcado por surtos e remissões. O diagnóstico da EM baseia-se em critérios clínicos e de imagem (Ressonância Magnética), demonstrando disseminação no espaço e no tempo. O tratamento visa modificar o curso da doença, reduzir a frequência e gravidade dos surtos e manejar os sintomas. É crucial reconhecer que a EM não se manifesta apenas por sintomas neurológicos motores ou sensitivos; comorbidades como a depressão são extremamente prevalentes e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes, exigindo uma abordagem multidisciplinar. Embora a maioria dos pacientes com EM remitente-recorrente experimente melhora após um surto inicial, a doença pode evoluir para formas progressivas, onde a remissão é menos evidente ou ausente. A presença de depressão deve ser ativamente investigada e tratada, pois afeta a adesão ao tratamento e a qualidade de vida. A ausência de remissão clínica, portanto, não é um critério de exclusão para o diagnóstico de EM, mas sim um indicativo de diferentes fenótipos da doença.
A esclerose múltipla é frequentemente caracterizada por surtos (episódios agudos de sintomas neurológicos) seguidos por períodos de remissão, onde os sintomas melhoram parcial ou totalmente. A maioria dos pacientes experimenta melhora após o ataque inicial.
Sim, a depressão é uma das comorbidades neuropsiquiátricas mais comuns na esclerose múltipla, afetando uma parcela significativa dos pacientes. Pode ser uma consequência direta da doença ou uma reação à cronicidade e incapacidade.
Não, a ausência de remissão clínica não exclui o diagnóstico de esclerose múltipla. Existem formas progressivas da doença, como a esclerose múltipla primariamente progressiva, onde não há remissões claras, mas sim uma progressão contínua da incapacidade.
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