Esclerose Múltipla: Diagnóstico Clínico e Critérios Iniciais

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

Mulher, de 28 anos, procurou atendimento por ter apresentado sensação de formigamento e perda de sensibilidade na mão esquerda por uma semana. Não há mais esses sintomas no momento. No interrogatório complementar, referiu ter apresentado há cerca de 10 meses episódio de turvação visual com dor leve no olho direito. Ela teve uma melhora sem tratamento e acabou não procurando auxilio médico. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Esclerose múltipla.
  2. B) Deficiência de vitamina B12.
  3. C) Deficiência de folato.
  4. D) Doença no neurônio motor.

Pérola Clínica

Déficits neurológicos focais + Disseminação no tempo/espaço em jovem → Esclerose Múltipla.

Resumo-Chave

A esclerose múltipla é sugerida por episódios neurológicos distintos (neurite óptica prévia e parestesia atual) que indicam lesões em diferentes locais do SNC em tempos diferentes.

Contexto Educacional

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune, inflamatória e crônica que atinge a bainha de mielina do sistema nervoso central. A forma clínica mais comum é a Remitente-Recorrente (EMRR), caracterizada por surtos de disfunção neurológica seguidos de recuperação total ou parcial. O caso clínico apresenta uma paciente jovem com história de neurite óptica (dor ocular e turvação) e parestesia atual, preenchendo clinicamente os critérios de disseminação. O diagnóstico precoce é vital para o início da terapia modificadora da doença (TMD), que visa reduzir a frequência de surtos e a progressão da incapacidade a longo prazo. O manejo agudo dos surtos geralmente envolve pulsoterapia com corticosteroides para acelerar a recuperação funcional.

Perguntas Frequentes

O que define a disseminação no tempo e no espaço?

A disseminação no espaço refere-se à presença de lesões em diferentes áreas do sistema nervoso central (ex: nervo óptico e medula ou substância branca periventricular). A disseminação no tempo é a ocorrência de novos surtos ou novas lesões em exames de imagem ao longo do tempo. Ambos são pilares dos Critérios de McDonald para o diagnóstico de Esclerose Múltipla.

Qual a apresentação clássica da neurite óptica na EM?

A neurite óptica costuma se manifestar como perda visual unilateral subaguda, frequentemente associada a dor à movimentação ocular e alteração na percepção de cores (discromatopsia). É muitas vezes o sintoma inaugural da esclerose múltipla em adultos jovens.

Quais exames auxiliam no diagnóstico de EM?

Além da avaliação clínica, a Ressonância Magnética (RM) de crânio e coluna é o padrão-ouro para visualizar placas de desmielinização. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) em busca de bandas oligoclonais de IgG também é um marcador importante de inflamação crônica no SNC.

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