HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Lucas, 33 anos, apresenta episódios recorrentes de fraqueza em um membro, visão turva e formigamento. A ressonância magnética revelou lesões desmielinizantes. Qual é o tratamento de primeira linha mais provável indicado para Lucas?
Esclerose Múltipla com lesões desmielinizantes → Betainterferonas são tratamento de primeira linha.
O quadro clínico de Lucas, com sintomas neurológicos recorrentes e lesões desmielinizantes na RM, é altamente sugestivo de Esclerose Múltipla. As betainterferonas são medicamentos imunomoduladores que representam a primeira linha de tratamento para as formas remitente-recorrentes da doença, visando reduzir a frequência e a gravidade dos surtos.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central (SNC), caracterizada pela desmielinização e neurodegeneração. Afeta predominantemente adultos jovens, com maior incidência em mulheres. A EM é a principal causa de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens, e sua apresentação clínica é altamente variável, dependendo da localização das lesões no cérebro, tronco encefálico, cerebelo ou medula espinhal. O diagnóstico da EM baseia-se em critérios clínicos (surtos neurológicos com disseminação no tempo e no espaço) e achados de exames complementares, principalmente a ressonância magnética (RM). A RM revela lesões desmielinizantes em diferentes áreas do SNC, que podem ser visualizadas com ou sem realce pelo contraste, indicando atividade inflamatória. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) pode mostrar bandas oligoclonais de IgG, que são marcadores de inflamação intratecal. O tratamento da EM visa modificar o curso da doença, tratar os surtos agudos e manejar os sintomas. Para as formas remitente-recorrentes, os medicamentos modificadores da doença (DMTs) são a base do tratamento. As betainterferonas (como interferon beta-1a e beta-1b) são consideradas tratamentos de primeira linha, atuando como imunomoduladores para reduzir a frequência e a gravidade dos surtos, e retardar a progressão da incapacidade. Outras opções incluem acetato de glatirâmer e, para casos mais agressivos, terapias de alta eficácia. O tratamento dos surtos agudos geralmente envolve corticosteroides em altas doses.
Os sintomas da Esclerose Múltipla são variados e dependem das áreas do sistema nervoso central afetadas. Podem incluir fadiga, fraqueza muscular, dormência ou formigamento, problemas de visão (neurite óptica, visão dupla), tontura, problemas de equilíbrio e coordenação, e disfunção cognitiva.
As betainterferonas são agentes imunomoduladores que atuam reduzindo a inflamação e a desmielinização no sistema nervoso central. Elas diminuem a frequência e a gravidade dos surtos, além de retardar a progressão da incapacidade em pacientes com Esclerose Múltipla remitente-recorrente.
A ressonância magnética (RM) do encéfalo e da medula espinhal é crucial para o diagnóstico da Esclerose Múltipla, pois revela as lesões desmielinizantes características, que podem estar ativas (com realce por contraste) ou antigas. A RM ajuda a demonstrar a disseminação das lesões no espaço e no tempo, um dos critérios diagnósticos.
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