Esclerose Mesial Temporal: Causa Comum de Epilepsia Refratária

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Nas crises epilépticas de difícil controle, o achado de imagem mais comum é:

Alternativas

  1. A) Displasia cortical.
  2. B) Esclerose mesial temporal.
  3. C) Tumor embrionário.
  4. D) Gliose por anoxia perinatal.

Pérola Clínica

Epilepsia refratária → Esclerose mesial temporal (EMT) é achado de imagem mais comum.

Resumo-Chave

A esclerose mesial temporal (EMT) é a causa mais comum de epilepsia do lobo temporal refratária, sendo um achado frequente em exames de imagem de pacientes com crises epilépticas de difícil controle. É caracterizada por perda neuronal e gliose no hipocampo.

Contexto Educacional

A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes e não provocadas. Em uma parcela significativa dos pacientes, as crises são de difícil controle, ou seja, refratárias à terapia medicamentosa. Nesses casos, a investigação etiológica é fundamental para identificar a causa subjacente e planejar abordagens terapêuticas mais eficazes. A esclerose mesial temporal (EMT) é a causa estrutural mais comum de epilepsia do lobo temporal refratária. Caracteriza-se por perda neuronal e gliose no hipocampo e estruturas adjacentes, sendo frequentemente associada a um histórico de eventos convulsivos febris prolongados na infância. A ressonância magnética de alta resolução é o método de imagem de escolha para detectar a EMT, mostrando atrofia e alterações de sinal no hipocampo. Para residentes, é vital reconhecer a EMT como um achado chave em pacientes com epilepsia refratária, pois a cirurgia de epilepsia (lobectomia temporal anterior com amigdalo-hipocampectomia) pode oferecer controle completo das crises em muitos desses casos. O manejo desses pacientes requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo neurologistas, neurocirurgiões e neuropsicólogos.

Perguntas Frequentes

O que é esclerose mesial temporal (EMT)?

A esclerose mesial temporal é uma condição patológica caracterizada por perda neuronal, gliose e atrofia no hipocampo e estruturas adjacentes do lobo temporal, sendo a causa mais comum de epilepsia do lobo temporal.

Como a EMT é diagnosticada por imagem?

O diagnóstico de EMT é feito principalmente por ressonância magnética (RM) de crânio, que pode revelar atrofia hipocampal, aumento do sinal em T2/FLAIR e perda da arquitetura interna do hipocampo.

Qual a importância da EMT na epilepsia de difícil controle?

A EMT é a causa estrutural mais frequente de epilepsia refratária a medicamentos. Sua identificação é crucial, pois muitos pacientes com EMT são candidatos à cirurgia de epilepsia, com altas taxas de sucesso no controle das crises.

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