Escleromalácia Perfurante e Artrite Reumatoide

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

A esclerite necrosante sem inflamação é mais frequentemente associada a qual das doenças sistêmicas abaixo?

Alternativas

  1. A) Lúpus eritematoso sistêmico.
  2. B) Artrite reumatoide.
  3. C) Sarcoidose.
  4. D) Policondrite recidivante.

Pérola Clínica

Esclerite necrosante indolor (escleromalácia perfurante) → Fortemente associada à Artrite Reumatoide.

Resumo-Chave

A escleromalácia perfurante é uma forma rara de esclerite necrosante que ocorre sem sinais inflamatórios exuberantes, sendo classicamente ligada à Artrite Reumatoide de longa data.

Contexto Educacional

A esclerite é uma inflamação grave da esclera que frequentemente sinaliza uma doença autoimune sistêmica oculta ou mal controlada. Dentre suas formas, a esclerite necrosante é a mais destrutiva. A escleromalácia perfurante destaca-se por sua apresentação insidiosa. Diferente da esclerite necrosante inflamatória, que causa dor intensa e fotofobia, a escleromalácia pode ser assintomática até que o afilamento seja detectado ao exame físico. Sua associação com a Artrite Reumatoide é tão clássica que a presença dessa alteração ocular obriga o médico a investigar atividade inflamatória sistêmica e vasculite reumatoide.

Perguntas Frequentes

O que define a escleromalácia perfurante?

A escleromalácia perfurante é uma variante da esclerite necrosante caracterizada pelo afilamento progressivo da esclera sem sinais clínicos de inflamação (olho calmo, sem dor ou hiperemia). O tecido escleral sofre necrose, podendo expor a úvea subjacente, que aparece como manchas azuladas ou acinzentadas sob a conjuntiva fina.

Qual a relação entre Artrite Reumatoide e escleromalácia perfurante?

A Artrite Reumatoide (AR) é a doença sistêmica mais frequentemente associada a esta condição. Geralmente ocorre em pacientes com AR de longa evolução, presença de nódulos reumatoides e fator reumatoide positivo. A escleromalácia perfurante é considerada uma manifestação extra-articular grave, indicando vasculite sistêmica subjacente e maior risco de mortalidade.

Como é o manejo da esclerite necrosante sem inflamação?

O tratamento foca no controle da doença reumatológica de base com imunossupressores sistêmicos potentes (corticoides, metotrexato ou agentes biológicos como anti-TNF). Localmente, o uso de colírios é pouco eficaz. Em casos de afilamento extremo com risco de perfuração, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos de reforço escleral com patches de esclera doadora ou outros materiais sintéticos.

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