CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação à escleromalácia perforans, é correto afirmar:
Escleromalácia perforans = Esclerite necrosante indolor + Artrite Reumatoide grave.
A escleromalácia perforans é uma forma rara de esclerite necrosante que ocorre quase exclusivamente em pacientes com Artrite Reumatoide de longa data, caracterizando-se por ser indolor.
A escleromalácia perforans representa o espectro mais grave das doenças esclerais associadas a colagenoses. Fisiopatologicamente, ocorre uma necrose isquêmica da esclera devido a uma vasculite de pequenos vasos. O diagnóstico é clínico, baseado na observação de áreas de adelgaçamento escleral sem sinais flogísticos exuberantes. É imperativo que o oftalmologista trabalhe em conjunto com o reumatologista, pois a escleromalácia perforans é frequentemente um sinal de alerta para mortalidade aumentada devido a complicações vasculares sistêmicas da Artrite Reumatoide.
A escleromalácia perforans é uma forma de esclerite anterior necrosante sem inflamação aparente. Caracteriza-se pelo adelgaçamento progressivo da esclera, permitindo que a úvea subjacente se torne visível (aparência azulada ou escura). Diferente de outras esclerites necrosantes, ela é notavelmente indolor e não apresenta congestão vascular importante, sendo frequentemente um achado de exame em pacientes com doenças sistêmicas graves.
A associação mais forte e quase exclusiva é com a Artrite Reumatoide (AR) de longa duração, geralmente em pacientes com doença erosiva grave e fator reumatoide positivo. Pode também estar associada a outras vasculites sistêmicas, mas a AR é o marcador clássico. Sua presença indica uma vasculite sistêmica ativa e grave, exigindo manejo imunossupressor agressivo.
O tratamento foca no controle da doença sistêmica subjacente com imunossupressores potentes, como corticosteroides sistêmicos, metotrexato ou agentes biológicos (anti-TNF). Localmente, o manejo é conservador, visando a proteção do globo contra traumas, já que a esclera está extremamente fina. Em casos de risco iminente de perfuração, enxertos de esclera ou pericárdio podem ser necessários.
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