Esclerodermia e Glicocorticoides: Quando Evitar o Uso?

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020

Enunciado

Em geral, não se esperam resultados favoráveis com a administração de glicocorticoides em pacientes acometidos por:

Alternativas

  1. A) arterite de células gigantes (arterite temporal)
  2. B) dermatopolimiosite
  3. C) esclerodermia (esclerose sistêmica)
  4. D) polimialgia reumática

Pérola Clínica

Esclerodermia (esclerose sistêmica) → glicocorticoides geralmente ineficazes, risco de crise renal esclerodérmica.

Resumo-Chave

Glicocorticoides são a base do tratamento para muitas doenças reumáticas inflamatórias, como arterite temporal, polimialgia reumática e dermatopolimiosite. No entanto, na esclerodermia, seu uso é limitado e pode ser prejudicial, especialmente em doses altas, aumentando o risco de crise renal esclerodérmica.

Contexto Educacional

A esclerodermia, ou esclerose sistêmica, é uma doença autoimune crônica caracterizada por fibrose da pele e órgãos internos, vasculopatia e disfunção imune. Sua prevalência é relativamente baixa, mas a morbidade e mortalidade são significativas devido ao acometimento multissistêmico. O manejo da esclerodermia é complexo e visa controlar os sintomas, prevenir a progressão da fibrose e tratar as complicações específicas de cada órgão. A fisiopatologia da esclerodermia envolve ativação imune, disfunção endotelial e ativação de fibroblastos, levando à deposição excessiva de colágeno. Diferente de outras doenças reumáticas inflamatórias, onde a inflamação é o componente predominante e responsivo a glicocorticoides, na esclerodermia, o processo fibrótico é central. O diagnóstico é clínico, com apoio de autoanticorpos específicos e exames de imagem para avaliar o acometimento de órgãos. O tratamento da esclerodermia é individualizado e focado nas manifestações de cada paciente. Glicocorticoides, embora potentes anti-inflamatórios, não são eficazes na fibrose e podem ser prejudiciais, especialmente em doses altas, aumentando o risco de crise renal esclerodérmica. Outras terapias, como imunossupressores (metotrexato, micofenolato mofetil), antifibróticos (nintedanibe) e vasodilatadores (inibidores da fosfodiesterase-5), são empregadas conforme as manifestações clínicas.

Perguntas Frequentes

Por que os glicocorticoides são contraindicados na esclerodermia?

Glicocorticoides são geralmente ineficazes na esclerodermia e podem aumentar o risco de crise renal esclerodérmica, uma complicação grave caracterizada por hipertensão maligna e insuficiência renal aguda. Seu uso deve ser restrito a indicações muito específicas e em doses baixas.

Quais doenças reumáticas respondem bem a glicocorticoides?

Doenças como arterite de células gigantes, polimialgia reumática, lúpus eritematoso sistêmico e dermatopolimiosite frequentemente respondem bem à terapia com glicocorticoides, que são a base do tratamento para controlar a inflamação e prevenir danos aos órgãos.

O que é a crise renal esclerodérmica e como é tratada?

A crise renal esclerodérmica é uma complicação grave da esclerodermia, caracterizada por hipertensão arterial maligna, insuficiência renal aguda e microangiopatia trombótica. O tratamento de escolha são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), mesmo na presença de insuficiência renal.

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