CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
O esôfago é um dos órgãos que pode ser afetado pela doença reumatológica chamada de esclerodermia. Qual a característica predominante desta patologia?
Esclerodermia no esôfago → atrofia e fibrose da musculatura lisa, levando a dismotilidade e RGE.
A esclerodermia (esclerose sistêmica) é uma doença autoimune que causa fibrose e atrofia dos tecidos, incluindo a musculatura lisa do esôfago. Essa atrofia e substituição por tecido fibroso levam à dismotilidade esofágica, com redução da peristalse e incompetência do esfíncter esofágico inferior, resultando em disfagia e refluxo gastroesofágico.
A esclerodermia, ou esclerose sistêmica, é uma doença autoimune crônica e multissistêmica caracterizada por fibrose da pele e de órgãos internos, vasculopatia e disfunção imune. O trato gastrointestinal é um dos sistemas mais frequentemente afetados, com o esôfago sendo o órgão mais comumente envolvido. Para residentes, é crucial entender as manifestações e a fisiopatologia para um manejo adequado. A principal característica da esclerodermia no esôfago é a atrofia e a substituição por tecido fibroso da musculatura lisa, predominantemente nos dois terços distais do esôfago. Isso leva a uma peristalse esofágica ineficaz e à incompetência do esfíncter esofágico inferior (EEI), resultando em disfagia, pirose e refluxo gastroesofágico (RGE) grave e persistente. A musculatura estriada do terço superior do esôfago geralmente é poupada. O diagnóstico é baseado nos sintomas e pode ser confirmado por manometria esofágica, que revela hipomotilidade ou amotilidade do esôfago distal. O tratamento é principalmente sintomático, visando aliviar o RGE com inibidores da bomba de prótons e melhorar a dismotilidade com procinéticos, embora estes últimos tenham eficácia limitada. A compreensão dessas características é vital para o manejo das complicações e para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
As manifestações incluem disfagia (dificuldade para engolir), pirose (azia), regurgitação e sintomas de refluxo gastroesofágico grave, devido à dismotilidade e incompetência do esfíncter esofágico inferior.
A esclerodermia causa atrofia e substituição por tecido fibroso da musculatura lisa do esôfago distal, resultando em peristalse ineficaz e relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior.
O tratamento é sintomático e inclui inibidores da bomba de prótons para o refluxo, procinéticos para a dismotilidade, e modificações dietéticas e de estilo de vida.
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