Esclerodermia Esofágica: Entenda a Atrofia Muscular Lisa

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

O esôfago é um dos órgãos que pode ser afetado pela doença reumatológica chamada de esclerodermia. Qual a característica predominante desta patologia?

Alternativas

  1. A) Atrofia da musculatura estriada.
  2. B) Atrofia da musculatura lisa.
  3. C) Hipertrofia da musculatura estriada.
  4. D) Hipertrofia da musculatura lisa.

Pérola Clínica

Esclerodermia no esôfago → atrofia e fibrose da musculatura lisa, levando a dismotilidade e RGE.

Resumo-Chave

A esclerodermia (esclerose sistêmica) é uma doença autoimune que causa fibrose e atrofia dos tecidos, incluindo a musculatura lisa do esôfago. Essa atrofia e substituição por tecido fibroso levam à dismotilidade esofágica, com redução da peristalse e incompetência do esfíncter esofágico inferior, resultando em disfagia e refluxo gastroesofágico.

Contexto Educacional

A esclerodermia, ou esclerose sistêmica, é uma doença autoimune crônica e multissistêmica caracterizada por fibrose da pele e de órgãos internos, vasculopatia e disfunção imune. O trato gastrointestinal é um dos sistemas mais frequentemente afetados, com o esôfago sendo o órgão mais comumente envolvido. Para residentes, é crucial entender as manifestações e a fisiopatologia para um manejo adequado. A principal característica da esclerodermia no esôfago é a atrofia e a substituição por tecido fibroso da musculatura lisa, predominantemente nos dois terços distais do esôfago. Isso leva a uma peristalse esofágica ineficaz e à incompetência do esfíncter esofágico inferior (EEI), resultando em disfagia, pirose e refluxo gastroesofágico (RGE) grave e persistente. A musculatura estriada do terço superior do esôfago geralmente é poupada. O diagnóstico é baseado nos sintomas e pode ser confirmado por manometria esofágica, que revela hipomotilidade ou amotilidade do esôfago distal. O tratamento é principalmente sintomático, visando aliviar o RGE com inibidores da bomba de prótons e melhorar a dismotilidade com procinéticos, embora estes últimos tenham eficácia limitada. A compreensão dessas características é vital para o manejo das complicações e para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações esofágicas mais comuns da esclerodermia?

As manifestações incluem disfagia (dificuldade para engolir), pirose (azia), regurgitação e sintomas de refluxo gastroesofágico grave, devido à dismotilidade e incompetência do esfíncter esofágico inferior.

Como a esclerodermia afeta a musculatura do esôfago?

A esclerodermia causa atrofia e substituição por tecido fibroso da musculatura lisa do esôfago distal, resultando em peristalse ineficaz e relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior.

Qual o tratamento para as manifestações esofágicas da esclerodermia?

O tratamento é sintomático e inclui inibidores da bomba de prótons para o refluxo, procinéticos para a dismotilidade, e modificações dietéticas e de estilo de vida.

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