Esclerite Posterior: Achados Ultrassonográficos e Diagnóstico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta a imagem ultrassonográfica que melhor reforçaria a suspeita de esclerite posterior.

Alternativas

  1. A) Imagem A
  2. B) Imagem B
  3. C) Imagem C
  4. D) Imagem D

Pérola Clínica

Esclerite posterior no USG → Sinal do T (fluido no espaço de Tenon + espessamento escleral).

Resumo-Chave

O 'Sinal do T' é patognomônico da esclerite posterior na ultrassonografia, representando o acúmulo de fluido retrobulbar que contorna o nervo óptico.

Contexto Educacional

A esclerite posterior é uma forma de inflamação escleral que ocorre atrás da ora serrata. Diferente da esclerite anterior, ela pode não apresentar hiperemia ocular visível, tornando o diagnóstico clínico desafiador. Os sintomas cardinais são dor orbital profunda e embaçamento visual. A ultrassonografia em modo B é a ferramenta diagnóstica de escolha. O sinal do T é formado pela combinação do espessamento escleral posterior e o acúmulo de fluido no espaço sub-Tenoniano, que se estende ao redor da bainha do nervo óptico. O tratamento geralmente envolve corticosteroides sistêmicos e, em casos refratários ou associados a doenças sistêmicas, agentes imunossupressores ou biológicos.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o 'Sinal do T' no USG?

O sinal do T ocorre quando há edema no espaço de Tenon e ao redor do nervo óptico. A imagem hipoecoica (fluido) cruza perpendicularmente a sombra do nervo óptico, formando a haste e o topo da letra 'T'.

Quais outros achados de imagem na esclerite posterior?

Além do sinal do T, observa-se espessamento difuso ou localizado da esclera e coroide (geralmente > 2mm), descolamento de retina exsudativo e, por vezes, edema de papila.

Qual a importância clínica da esclerite posterior?

É uma condição grave, frequentemente associada a doenças sistêmicas autoimunes (como Granulomatose de Wegener). Causa dor intensa que piora com a movimentação ocular e pode levar à perda permanente da visão se não tratada precocemente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo